5 de jan. de 2020

Inteligência

José Bernardo.

O termo inteligência, no latim, significa ‘entre ler’, escolher. Ser inteligente não é ter acesso a grandes quantidades de dados, como tem a geração Z, nem é ser capaz de decodificar tais dados em informações, o que é mais difícil, nem conhecer o valor das informações, o que é quase impossível atualmente. A inteligência se define pela aplicação efetiva do conhecimento, na produção de resultados. A web inaugurou uma era de acesso a tantos dados que precisamos invocar novas medidas. Falamos em yottabytes, o que nos levaria a quintilhões de livros, contudo há menos fé, falta esperança e mendiga-se amor.

Para transformar dados em informação é necessário dominar o código do registro. Quem não quer ler não obtém informação de registros escritos. No nível seguinte, para obter conhecimento, é necessário julgar a informação usando um padrão, se ela é verdadeira ou falsa, por exemplo. Aqui a Geração Z foi traída, pois necessidades, desejos e projetos pessoais não formam um padrão. Não é possível julgar se algo é certo ou errado olhando para nós mesmos somente. Ainda mais difícil é obter sabedoria, pois é necessário ter um propósito para aplicar o conhecimento, algo impossível quando se busca apenas prazer e status.

Um barco no meio do oceano estará perdido se não souber de onde veio e para onde vai. Assim são as pessoas que se desconectam das referências externas para se concentrar apenas em si mesmas. Tornam-se incapazes para o conhecimento e para a sabedoria. Lidando com pessoas nessa situação, o apóstolo Paulo ofereceu aos coríntios três critérios para transformar informação em conhecimento e conhecimento em sabedoria: adoração (1Co 10:31,32); comunhão (1Co 10:23,24); vocação (1Co 10:33,11:1). Adorar a Deus, ajudar quem está próximo e cumprir nossa missão, são critérios do padrão que nos permite fazer melhor escolha* e obter bons resultados.

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