5 de jan. de 2020

Fé, esperança e amor

José Bernardo.

Fé, esperança e amor são palavras extremamente usuais no cotidiano, mesmo fora da igreja, de tal modo que não é seguro assumir que o significado seja o mesmo que Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, lhes deu quando disse: “Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor” 1Co 13:13. Na última linha do capítulo anterior, Paulo se propôs a mostrar um caminho mais excelente para a espiritualidade coletiva da igreja em Corinto. Era um contexto pós-moderno, semelhante ao nosso, onde cada pessoa pensava em si, por e para si apenas.

O prazer carnal e a luta por status eram a tônica entre aqueles crentes. O caminho mais excelente é o amor, e entender isso poderia ajudar as pessoas na mesma situação hoje. Mas, em um mundo que até confunde amor com sexo, como resgatar o poderoso ensino do apóstolo? Antes de tudo notamos que Paulo descreveu mudanças entre um estado original e uma situação futura. Então começou o versículo 13 com um advérbio que significa ‘exatamente agora’. Portanto, estamos no estado original onde permanecem fé, esperança e amor. No estado futuro, porque é mais largo ou extenso, teremos o amor.

Depois é necessário entender que as três virtudes formam uma unidade de partes conectadas. Primeiro, a fé que não pode ser confundida com pensamento positivo, crendice ou doutrina. Fé poderia ser mais bem traduzida por convicção, visto que é o resultado de um processo de conhecimento. Segundo, a esperança que não é espera de algo que não sabe se virá, mas por do que tem certeza da vinda, portanto expectativa. Terceiro, o amor que não é sentimento ou desejo, mas a preferência ou escolha entre diversos objetos. Finalmente, Paulo não diz que os crentes obterão essas três virtudes por esforço.

O caminho mais excelente está no contexto dos dons espirituais. Sobre eles, o Apóstolo Paulo disse: “... é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum” 1Co 12:6,7. É Deus quem infunde em nós convicção, expectativa e preferência e sem essas coisas não estamos vivendo a vida cristã. Infelizmente, a Geração Z nega a convicção pela tolerância, perde a expectativa pelo imediatismo e é incapaz de preferir porque não sabe escolher. Sem convicção não tem expectativa, e sem expectativa não tem preferência; resta prazer e status.

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