19 de dez. de 2019

A Teologia do Gênero

Por José Bernardo

“Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê não foi feito do que é visível” Hb 11:3. Este versículo afirma que a fé, essencialmente conhecimento (v1), permite o entendimento da organização do universo. Ao mesmo tempo, nega às ciências esse entendimento, visto que não pode ser acedido pela observação sensorial. Por isso, enquanto as ciências biológicas e humanas debatem sem chegar a acordo sobre a ideologia de gênero, nós ouvimos a Palavra de Deus (Rm 10:17) e aprendemos a Teologia do Gênero, o conhecimento divino sobre a sexualidade humana.

Três princípios da sexualidade bíblica: a) a criação – os seres humanos foram criados conforme o plano, a semelhança e a missão que Deus lhes deu, inclusive em sua sexualidade; b) a queda – o pecado destruiu a perfeição da criação, fazendo com que o ser humano conhecesse por experiência aquilo que é mal, de modo que sua identidade, desejos e impulsos sexuais perderam a perfeição com que foram criados; c) a restauração – a imperfeição humana, inclusive na sexualidade, é restaurada pela submissão ao Reino de Deus em Cristo, deixando-se necessidades, impulsos e desejos maus, para fazer somente o que Deus quer.

Três características da sexualidade bíblica. “... macho e fêmea os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: ‘Sejam férteis e multipliquem-se!...’” Gn 1:27,28. Esses versículos relacionam três características ou elementos da sexualidade: a) identidade – é macho ou é fêmea, termos usados para referir-se à forma; b) preferência - a fertilidade exige a escolha heterossexual, somente homem e mulher juntos são férteis no sentido sexual; c) impulso – multipliquem-se implica no impulso ou interesse sexual que eventualmente resulta na reprodução. Embora possamos destacar essas três características do texto, é óbvio que não podem ser individualizadas; elas devem ter total coerência entre si.

Três condições da sexualidade bíblica: a) biológica – a sexualidade se define fisicamente, se tem forma de homem, se tem forma de mulher, visto que “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” Jr 17:9; b) coletiva – o macho se define em oposição à fêmea e vice e versa, “Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada” Gn 2:23; c) educativa – considerando a queda e a restauração, a confusão em que a sexualidade está sob o pecado, só pode ser desfeita pela libertação que há no conhecimento da Verdade.

Nem todas as pessoas creem na Teologia do Gênero conforme a Palavra de Deus. Mesmo, muitos que se dizem crentes, tentam interpretar as Escrituras de um modo favorável a suas necessidades, desejos e impulsos, ao invés de se submeterem ao Reino de Deus. Paulo os chamou de inimigos da cruz de Cristo e disse que eles têm essas características: a) “O destino deles é a perdição” (isto é, o propósito deles é desconstruir); b) “o seu deus é o estômago" (ou seus desejos carnais); c) “eles têm orgulho do que é vergonhoso”; d) “só pensam nas coisas terrenas” (Fp 3:19).

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