10 de dez. de 2019

O lugar da igreja

José Bernardo

A igreja não é necessária para estabelecer a moral, a ética e a justiça. Alguns dos homens mais perversos do mundo foram religiosos, alguns não religiosos foram bons. Você acredita nisso? Esse é um dos argumentos mais utilizados pelo ateísmo popular, nesse mundo em crescente secularização. A verdade particularizada, liquefeita, desses dias de egocentrismo, não admite a interferência da igreja e da religião na busca de satisfação dos desejos carnais. Adorando a criatura e rejeitando o Criador, a humanidade fez do estômago de cada pessoa o seu próprio deus e se perdeu em um labirinto de micronarrativas absurdas e ilusórias.

Mas não é sincera essa abordagem! É mais uma pequena história flutuante à qual se ancoram os adoradores de si mesmos a fim de justificar o seu egoísmo destrutivo. O fato é que ninguém age contrariamente às suas convicções, isto é, ninguém contradiz a própria fé, e essa é a especialidade da Igreja. Provendo os elementos fundamentais da fé que definem o comportamento, o planejamento e as ações humanas, a Igreja cumpre sua missão. A ciência observa os fatos, a tecnologia processa, a política interpreta e a arte propagandiza, mas quando tentam infundir fé são incapazes, tendenciosas, manipuladoras e imanentes.

Aprendemos que “... a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” Hb 11:1. Também sabemos que “... a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo” Rm 10:17. A missão da Igreja é, pois, dar a conhecer a multiforme sabedoria de Deus (Ef 3:10) para que as pessoas creiam e isso transforme, oriente e discipline sua jornada e destino eternais. Esse é o lugar da Igreja, quando ela deixa de ocupá-lo a sociedade fica à deriva e as pessoas se perdem em contradições.

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