26 de dez. de 2019

A família da fé

José Bernardo

Uma sociedade antropocêntrica e materialista, quase sempre pós e em alguns casos anticristã, vem reformulando o conceito de família e as práticas que dependem dele. Atualmente, diz-se que família é o grupo unido pelo afeto, pessoas que se reconhecem e se apresentam como família, independente dos componentes ou de como o vínculo se formou. Nesse cenário plural, amor, respeito, bom-senso e harmonia, embora sejam conceitos vazios na falta de um padrão definido, são propostos como norteadores da família. Na prática impera o individualismo, o ‘se reconhecer e se apresentar’, autenticado por servidores públicos que tentam se manter em seus cargos.

A pretexto de inclusão dos indivíduos, a escola ensina as crianças a aceitar como família o que quer que se reúna sob o mesmo teto. A infundada ideologia de gênero, contestada pela neurociência, é a base para esse disparate. Infelizmente, contaminada pelo pensamento mundano, a Igreja é pouco capaz de combater esse erro que atenta contra a instituição divina da família. Um exemplo do pluralismo que desabilita a Igreja é separar Deus da sua missão, para permitir dizer que, embora Deus venha em primeiro lugar, a família vem antes da Igreja. Pretendendo a felicidade familiar, a Igreja a impede completamente.

Jesus nem poderia participar de encontros de casais orientados pela psicologia popular. Crentes ‘paz e amor’ não toleram que Jesus tenha dito “Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe” Mt 12:50. O fato é que a Palavra de Deus estabelece uma família baseada em Deus e orientada pela missão que ele delega. Se isso for pouco, é preciso ouvir o Senhor dizer: “Quem ama seu pai ou sua mãe (seu filho ou sua filha) mais do que a mim não é digno de mim” Mt 10:37.

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