14 de dez. de 2019

4. Cansados de esperar

Série GenZ por José Bernardo

O movimento norte-americano ‘O amor verdadeiro espera’ e tantos outros similares nasceram para a Geração Z. Esta é uma geração que nada espera, uma geração que busca satisfação portátil e imediata. Por isso aqueles movimentos vieram, tentando ensinar a geração on-demand a ser perseverante. É difícil dizer se algo em tais movimentos deu certo. Pesquisas mostram que um alto percentual de ‘esperadores’ de carteirinha não esperaram de fato. Muitos dos que esperaram ficaram frustrados, já que aquilo que desejavam não aconteceu. A geração fast-food não sabe esperar, principalmente porque não acredita na eternidade, é imediatista, não tem motivação para perseverar.

A falta de fé logo se torna ausência de esperança. Não temos expectativa por aquilo em que não acreditamos. Neurologicamente, jovens e adolescentes são mais propensos a viver o presente e buscar satisfação rápida. Sem fé, essa propensão se intensifica. Não esperam pelo casamento, por oportunidades de ministério e liderança, nem pelo Retorno do Rei ou pela vida eterna, não suportam a leve e momentânea tribulação e não aguardam a promessa do Pai. Então Paulo disse ainda: “Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de compaixão” 1Co 15:19.

Como virgens loucas, sem azeite de reserva para esperar o Noivo, assim são nossos jovens e adolescentes: sua pressa de viver o presente os faz os mais miseráveis de todos os seres humanos. Uma solução para ensinar esperança à Geração Z pode ser o conceito de ‘espera ativa’ da engenharia de software: a questão é o que fazer enquanto aguarda. Muitos textos bíblicos ensinam este tipo de esperança, como “Feliz o servo que seu senhor encontrar fazendo assim quando voltar” Mt 24:46. Ajudá-los a concentrarem-se no que fazer enquanto esperam pelo Senhor, pode ajudar os jovens a viver com esperança.

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