13 de dez. de 2019

3. A asfixia da fé

Série GenZ por José Bernardo

Uma característica da Geração Z, é viver em cidades grandes, em ambientes multiculturais, onde a convivência exige o alto preço da tolerância. Também, como nativos digitais, adolescentes e jovens ocultam a si mesmos atrás de perfis simpáticos nas redes sociais. Evitar o conflito é a primeira regra da boa convivência com o mundo, e nossos adolescentes e jovens se tornam mestres nisso. A doutrinação nas escolas ainda os pressiona mais, são ameaçados com a criminalização das opiniões divergentes, insistentemente ensinados a aceitar e apoiar comportamentos que deveriam rejeitar, e estimulados a posicionar-se contra as convicções que receberam de seus pais.

É nesse esforço pela convivência com o mundo em que vivem que a fé se reduz ao mínimo. É necessário abafar aquilo que se crê ao ponto de a fé não mais interferir no comportamento, causando divergência e conflito. Sufocada, a fé morre, como também o envolvimento com as Escrituras e o compromisso com a Igreja. Os que permanecem nos cultos por qualquer razão, não estão verdadeiramente ligados ao Corpo de Cristo na unidade do Espírito, não têm o vínculo de ‘uma só fé’ (Ef 4:3, 5). “Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” Lc 18:8.

Essa asfixia da fé pela tolerância para a boa convivência é uma das razões pelas quais a escatologia e a eternidade estão tão distantes do cotidiano de nossos adolescentes e jovens. A necessidade vital de amizades é seu ponto fraco, mas pode se tornar a sua maior força. Fortalecer os relacionamentos na Igreja, formando grupos de adolescentes e jovens plenamente satisfatórios, dará as condições necessárias para uma postura apologética diante do mundo. Nessa mesma linha, a igreja poderá reforçar a vida missional para a comunicação do Evangelho, ajudando a Geração Z a assumir a posição de verdadeiras testemunhas de Cristo.

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