4 de dez de 2018

Devocional dos alunos da Escola de Liderança da AMME para Adolescentes e Jovens. Esse devocional deve ser feito no dia 4 de dezembro. Leia o texto, medite sobre as perguntas no final e ore. (13 minutos de leitura)
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‘Eu tenho o direito de ser feliz’: essa frase parece ter se tornado o slogan das novas gerações. Mas a procura desesperada pela felicidade é seguida por uma infelicidade cada vez maior. Para serem felizes, as pessoas não evitam causar infelicidade aos outros e, tendo plantado infelicidade é isso o que colhem. A felicidade é intensamente procurada no sexo, na pornografia, nas bebidas, drogas, jogos, e essa busca apenas aumenta o vazio que se descreve como infelicidade. O texto que vamos estudar, Jesus fala da felicidade no Reino dos céus. Como é que a felicidade acontece quando Deus está governando em Cristo. Como são felizes as pessoas cuja vida é completamente dirigida por Jesus? Essa proposta é inesperada, é completamente diferente de tudo o que ouvimos nesse mundo. Descubra a verdadeira felicidade.




A Palavra de Deus: Mateus 5:1-12
1Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele, e ele começou a ensiná-los, dizendo:
“Bem-aventurados    os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus.
11 “Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês. 12 Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a sua recompensa nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês.


[V] Seus discípulos aproximaram-se
Vimos como a narrativa dos capítulos 3 e 4 nos prepara para o primeiro bloco de ensinos dos capítulos 5 a 7. João Batista pregava o Reino dos céus, Jesus pregava o Reino dos céus e é isso que ele foi por toda a Galileia ensinando e pregando. Então, esse ensino e pregação sobre o Reino dos céus começa a ser ampliado. A começar pelas bem-aventuranças e até o final do capítulo 7, vamos aprender melhor o que significa esse Reino, o que acontece quando Deus governa em Cristo.
  • Como Mateus descreveu o cenário para esse primeiro bloco de ensinos, quais públicos ele menciona e que atitudes eles tinham? 1Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e se assentou. Seus discípulos aproximaram-se dele, e ele começou a ensiná-los, dizendo. O termo usado no original para ‘vendo’, especialmente na forma verbal em que se apresenta, define a percepção, um ver amplo como ‘entender’. Além das multidões, haviam os discípulos, aqueles que se esforçavam para aprender. É interessante que a percepção de Jesus das pessoas o levou a assumir solenemente a postura de um professor e que a reação dos discípulos foi se aproximar dele. Novamente temos uma expressão sequencial que nos prepara para um ensino fundamental: Jesus abriu a boca, ensinou, apresentando a seguinte argumentação conclusiva.
  •  Qual a estrutura uniforme da argumentação de Jesus, e o que ela significa? “Bem-aventurados    os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus. Jesus descreveu quem é bem-aventurado dentro da nova realidade do Reino dos céus, também traduzido como feliz. Este adjetivo tem raiz no verbo que significa ‘engrandecer ou alargar’. É o oposto da ideia de estar apertado, estreito ou restrito. Pode significar que Deus alarga e prolonga sua bênção sobre a pessoa e ou que a pessoa vive em uma situação de largueza e durabilidade. Além desse termo que inicia cada um dos oito princípios, a conjunção traduzida como ‘pois’ também está presente em cada um deles, indicando que a bem-aventurança está no benefício, não na característica condicional. Portanto, no Reino dos céus as pessoas são bem-aventuradas quando têm o governo de Deus sobre si (duas vezes), são consoladas, recebem a herança, são satisfeitas, obtém misericórdia, veem a Deus, são chamadas filhos de Deus. Cada um desses benefícios é apresentado no futuro indicativo, como algo que certamente será feito a elas, exceto o Reino dos céus, na primeira e última bem-aventurança, que é apresentado no presente indicativo, descrevendo algo que já é. Além disso, cada característica condicional não é algo que se faz, mas algo que as pessoas são: pobres em espírito, contritas (é o que demanda um lamento genuíno), humildes, famintas e sedentas, misericordiosas, puras de coração, pacificadoras e corretas (por isso perseguidas).
  •  Depois de falar a todos, que ensino Jesus dirige diretamente aos seus discípulos? 11 “Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês. 12 Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a sua recompensa nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês. As oito bem-aventuranças são um ensino geral, válido para todos os ouvintes de Jesus. Ao se dirigir a um grupo específico (vocês), o Mestre se refere à felicidade dos vocacionados, aqueles que se dedicariam integralmente ao ministério dele. Considerando a mesma estrutura, o caráter desse público específico é ‘por minha causa’, preposição no original, que indica o fim, a causa ou o propósito da ação. Jesus é o fim, a causa ou o propósito dos verdadeiros vocacionados, e por isso eles serão insultados, perseguidos e caluniados. A bem-aventurança deles é a garantia de grande recompensa nos céus e nisso se identificam com os profetas: na dedicação, na perseguição e na recompensa celestial.
[O] E ele começou a ensiná-los
Jesus não falou de diversos grupos de bem-aventurados, mas das diversas características e benefícios que eles têm. A identidade absoluta e a repetição uniforme das bem-aventuranças indicam que elas podem estar todas presentes na vida de cada pessoa. Por outro lado, diferente dos dez mandamentos, não há aqui coisas que possam ser feitas. A felicidade reside em quem as pessoas são e não no que elas fazem. Já este ‘ser’ depende do Reino dos céus que já é, o governo de Deus em Cristo como causa das bem-aventuranças e como catalizador do caráter mandatório dos bem-aventurados. Por fim, a felicidade, a largueza e a durabilidade estão naquilo que se recebe de graça e não naquilo que se conquista.
  • Motivação: Jesus percebeu as multidões e aqueles que tinham vontade de aprender se aproximaram dele. É interessante notar que na descrição do chamado dos primeiros discípulos lemos que Jesus os viu (na praia) e então os chamou e, sendo discípulos, por isso se aproximaram quando Jesus assumiu a postura de um mestre e começou a ensinar. Portanto, o que impulsiona nesse texto é a percepção de Jesus. Ele vê as pessoas, conhece-as, entende-as, e a partir disso é que eles as ensina. Não lemos que Jesus viu as multidões e por isso começou a curar, a expulsar demônios ou a multiplicar pão. Ele viu as pessoas e por isso começou a ensinar.
  • Ação: o Mestre abriu aboca e começou a ensinar colocando um argumento conclusivo. Esse ‘dizendo’ tem raiz em ‘deitar’. É uma colocação de algo que deve permanecer. Portanto, as oito bem-aventuranças, mais aquela apresentada especificamente aos vocacionados e, de um modo geral, todo o Sermão do Monte, são o ensino de verdades fundamentais. Nesse sentido, e por várias razões, as oito bem-aventuranças são semelhantes aos Dez Mandamentos; elas são o resumo da ética do Reino, uma apresentação sumária da conduta e dos benefícios daqueles que estão sob o governo de Deus.
  • Reação: cada bem-aventurança ensinada por Jesus é apresentada em termos de motivação, a bem-aventurança; ação, a característica que os súditos do Reino recebem pelo governo de Deus; reação, o benefício garantido pelo governo de Deus mediante a característica que ele desenvolve nos súditos. É maravilhoso que a felicidade é causada e resultante do Reino dos céus em nós. Quando as pessoas são governadas por Jesus, a felicidade delas se torna possível.
Além do Reino dos céus, que os súditos recebem continuamente na luta contra seus próprios desejos soberbos, os outros benefícios nessa passagem vêm no futuro, próximo e distante. Ainda que não saibam quando serão consolados, receberão a herança, serão satisfeitos, obterão misericórdia, verão a Deus, ou serão chamados filhos de Deus, o Senhor que já os governa garante isso. Por fé, tendo certeza e prova de que o receberão, podem se alegrar.

[S] Bem-aventurados
O Reino dos céus é a razão da felicidade, de uma vida larga e longa, na primeira e na última das bem-aventuranças. Aqueles que são pobres-em-espírito, isto é, independentemente do que tenham materialmente, espiritualmente sabem que são carentes de Deus, eles receberam o governo que vem do céu. Aqueles que são corretos, que agem conforme a vontade de Deus mesmo quando são perseguidos, eles receberam o governo de Deus em Cristo. Algumas das razões de nossa felicidade estão na certeza daquilo que Deus nos dará, mas o Reino dos céus nós já temos, e ele é tanto é a condição como a razão para sermos felizes.
  • Diminuir: a felicidade nesse texto depende de quem as pessoas são e isso depende do governo de Deus sobre elas. Aquilo que elas receberão no futuro, depende daquilo que já receberam no presente, o Reino dos céus. Então, para ser realmente feliz, você deveria se preocupara menos em fazer ou obter coisas e simplesmente deixar-se governar por Jesus. Você quer deixar de lado todas as ansiedades e atividades na busca da felicidade para fazer o que Jesus disser?
  • Aumentar: confie mais na percepção de Jesus. Ele vê você, entende quem você é, sabe o que lhe falta, entende o que é preciso fazer. É por isso que ele ‘se assenta e ensina’, então ouça o ensino de Jesus que resulta da compreensão que ele tem de você. Muitas vezes nossa busca desesperada pela felicidade faz tanto barulho que não escutamos o ensino de Jesus, único meio de chegar a ser feliz.
  • Dividir: em tempos de tanto egocentrismo e egoísmo, a busca da felicidade particular e a qualquer custo é comum. A Igreja é influenciada por isso e busca oferecer essa felicidade de diversas formas, algumas vezes de modo místico, outras vezes teorizando e até usando recursos seculares como os da psicologia. A visão de Jesus sobre a felicidade é absolutamente diferente e todos precisam saber disso. Você tem compartilhado esse ensino específico de Jesus sobre a felicidade com as pessoas que você encontra?
  • Multiplicar: a expansão do Reino dos céus depende de Jesus ser a causa de tudo o que somos e fazemos. Depois de dizer que o governo dos céus é a razão e o prêmio daqueles que agem corretamente, e por isso são perseguidos, Jesus se voltou para os vocacionados, seus discípulos, referindo-se a eles como perseguidos por causa dele: o Reino e o Rei! Você pode dizer que Jesus é a causa de tudo o que você é, pensa e faz? Homens e mulheres para quem Jesus é a causa de tudo, mesmo diante de graves dificuldades, eles multiplicam o Reino.
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De 6 a 20 de janeiro em Ibiúna - SP


De 2 a 5 de março em Campina Grande - PB

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