2 de dez de 2018

02. Jesus começou a pregar

Devocional dos alunos da Escola de Liderança da AMME para Adolescentes e Jovens. Esse devocional deve ser feito no dia 2 de dezembro. Leia o texto, medite sobre as perguntas no final e ore. (13 minutos de leitura)
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A mensagem do Evangelho é o amor? Todas as formas de amor são agradáveis a Deus? O amor aos pobres é a essência do Evangelho? É na tolerância e aceitação de qualquer prática ou escolha que de fato amamos? Um mundo que nem mesmo conhece o Evangelho quer nos ensinar a vive-lo. Todos os dias, pessoas que desconhecem a Palavra de Deus, contaminadas pelo humanismo, egocêntricas e egoístas, enfrentam a Igreja de Cristo e a desafiam a viver conforme o que pensam ser mais correto ou piedoso. Quando falham em convencer os verdadeiros crentes, usando todas as armas da comunicação social, procuram impor seu pensamento através de leis e normas. No texto que temos adiante, ao iniciar seu criterioso relatório sobre a pessoa e o ministério de Jesus, Mateus nos ensina exatamente qual é a mensagem essencial do Evangelho. Esse texto deve nos trazer tranquilidade e segurança sobre o fundamento de nossa fé, mesmo que seja uma rocha de escândalo para a sociedade antropocêntrica que nos cerca.


Leitura bíblica: Mateus 4:12-17
12 Quando Jesus ouviu que João tinha sido preso, voltou para a Galileia. 13 Saindo de Nazaré, foi viver em Cafarnaum, que ficava junto ao mar, na região de Zebulom e Naftali, 14 para cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías: 15 “Terra de Zebulom e terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios; 16 o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz”.
17 Daí em diante Jesus começou a pregar: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo”.

[V] O povo que vivia nas trevas
Os capítulos 1 e 2, sobre o nascimento e infância de Jesus, servem como introdução ao Evangelho. Os capítulos 3 e 4 já fazem parte da cuidadosa estrutura do livro que intercala cinco narrativas e cinco discursos de Jesus. No capítulo 3 vimos o ministério de João Batista, inclusive que batizou Jesus. No capítulo 4, o ministério de Jesus é apresentado, sua vitória sobre a tentação, a pregação, o chamado aos discípulos e sua atuação pública. Nesses capítulos predomina o sumário do evangelho, a boa notícia resumida em uma frase, enfatizada pela repetição, do arauto do Rei e do próprio Rei. De modo geral, cada narrativa de Mateus serve como pano-de-fundo para o bloco de discurso seguinte. Então, ao resumir a boa notícia em apenas uma frase, o evangelista prepara seus leitores para a expansão que fará desse tema.

Como Mateus introduziu um novo momento no ministério de Jesus e em que consistiu essa mudança? 12 Quando Jesus ouviu que João tinha sido preso, voltou para a Galileia. O ministério de João Batista se iniciou enquanto Jesus morava em Nazaré. O ministério de Jesus na Galileia se iniciou com a prisão de João. Essa descrição chama a atenção do leitor para um plano que flui além da vida de cada pessoa: depois que João foi preso a história continuou. É importante notar que a prisão de João não é a razão pela qual Jesus voltou para a Galileia onde morava, mas apenas o momento em que isso aconteceu. A razão desse retorno é dada em seguida. Essa mudança também deixa implícito a inauguração do ministério de Jesus na Judeia, cujos fatos não são relatados por Mateus mas por João.
  • Que razão Mateus apresentou para a mudança no ministério de Jesus e como a situou? 13 Saindo de Nazaré, foi viver em Cafarnaum, que ficava junto ao mar, na região de Zebulom e Naftali, 14 para cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías. Supõe-se que Jesus foi para a Galileia para evitar a perseguição após a morte de João, que escolheu Cafarnaum porque era uma cidade maior e melhor posicionada ou que mudou-se para lá porque foi rejeitado em Nazaré. Mas o texto diz que Jesus voltou para a Galileia e foi viver em Cafarnaum para cumprir a profecia de Isaías. Mateus é o evangelista que mais citou o Antigo Testamento para comprovar que Jesus era o escolhido, o Messias. Ele já disse que Jesus viveu em Nazaré para cumprir uma profecia (Mt 2:23), agora disse que mudou-se para Cafarnaum para cumprir outra profecia. O modo como descreve a cidade, prepara o leitor para a citação da profecia: junto ou para o lado do mar, na região de Zebulom e Naftali, designação antiga e já em desuso na época de Jesus.
  • Qual foi a profecia de Isaías citada por Mateus e como ele a aplicou? 15 “Terra de Zebulom e terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios; 16 o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz”. Mateus citou a memorável profecia de Isaías 9. Ele apresentou o versículo 1 resumidamente, apenas para situar a região, e deu ênfase ao versículo 2. No capítulo anterior, Isaías profetiza sobre a invasão Assíria e os desvios de Israel, e é provável que por isso a região norte é descrita do ponto de vista do invasor. Vindo de leste para oeste, a região pertencente às tribos de Zebulom e Naftali, ficava para o lado do mar, depois do Jordão e facilmente invadida e explorada pelos estrangeiros. O capítulo 8 de Isaías também nos dá uma ideia sobre as trevas que dominavam a região, a sedução das alianças com os ímpios, a própria invasão violenta da Assíria e a apostasia: “‘À lei e aos mandamentos!’ Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a luz!” Is 8:20. É essa ideia de um povo que consulta médiuns e espíritos de mortos ao invés das Escrituras, que define as trevas no final do capítulo e, portanto, estabelece a Palavra de Deus como a luz. Por outro lado, a explicação para a luz que o povo em trevas verá é esta: “Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros” Is 9:6.
  • Como Mateus descreveu o ministério de Jesus na Galileia? 17 Daí em diante Jesus começou a pregar: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo”. Mateus citou Isaías em quem a luz para a Galileia era tanto um Rei como a Palavra de Deus. Então apresentou Jesus proclamando o Evangelho, a boa notícia do governo divino. Novamente temos uma expressão que aparece resumida em nosso texto, mas que poderia ser literalmente traduzida como ‘começou a proclamar e o argumento que deixava era’. Essa expressão promete apresentar o argumento conclusivo da mensagem, reforçando a importância dessa mensagem que tem três elementos: a) o Reino dos céus, isto é, o governo divino (“...o governo está sobre os seus ombros” Is 9:6); b) a proximidade, cuja forma verbal indica tal imediatez que pode ser traduzida como ‘está aqui’;  c) arrependimento, a mudança de mente determinada ou requerida pela presença do Reino. O governo de Deus está aqui (em Cristo), portanto mude seu modo de pensar.
  • Marcos e Lucas tratam desse tema: Mc 1:14,15; Lc 4:14,15. Apenas Mateus esclarece a razão de Jesus ter ido para a Galileia e sua mudança para Cafarnaum. Ao fazer isso, amplia o significado da mensagem do Evangelho. Ao apresentar a mensagem básica do Evangelho, Marcos amplia a proximidade espacial falando da proximidade temporal: “O tempo é chegado”. Ele também especifica a mudança de pensamento: “Arrependam-se e creiam nas boas novas”. Lucas, sempre muito interessado na obra do Espírito Santo, disse que Jesus voltou para a Galileia “no poder do Espírito”.
[O] Uma grande luz
Ao iniciar seu evangelho, Mateus, inspirado pelo Espírito Santo, quer comunicar claramente aos seus leitores o que o Evangelho significa. Ao ler essa passagem, ainda reforçada pela que estudamos anteriormente (Mt 3:1-12), o crente deveria livrar-se de todas as ideias apócrifas que querem perverter o entendimento sobre a missão de Jesus, depois confiada à Igreja, e os resultados que ele quer produzir.
  • Motivação: os fatos descritos nessa passagem são impulsionados pela volta de Jesus à Galileia e sua mudança para Cafarnaum. Mateus descreve esses fatos como o cumprimento da profecia e não lhes dá qualquer outra razão. Portanto, é a Palavra de Deus em prática que assegura o fluxo da história.
  • Ação: sem dúvida, Mateus escreveu esse texto para reforçar a essência do ministério de Jesus, a proclamação do Evangelho, e resumir essa proclamação em um argumento conclusivo: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo”. No conjunto dessa narrativa que precede o primeiro bloco de discurso, a descrição do ministério e pregação de João Batista enfatiza ainda mais a ideia que o evangelista apresenta.
  • Reação: luz para um povo que estava em trevas, esse foi o resultado de colocar em prática a Palavra de Deus. Conforme Isaías, essa luz é tanto a pessoa de Jesus, como a Palavra de Deus e ainda o governo de Deus que Jesus representa. O evangelho é o Reino e o Reino é o Rei; para aqueles que estão jazem nas trevas, incapazes de se levantar e seguir, a luz é que Deus, em Cristo, está disposto a governá-los.
[S] Raiou uma luz
Sabemos que o maligno quis assentar-se no trono de Deus. Esse é o pecado original que ele impôs à humanidade, que a criatura se torna-se o centro das atenções. Não há novidade alguma. Para onde quer que olhamos, o mesmo pecado insiste. O Evangelho quer mudar esse pensamento. A presença do Reino de Deus na pessoa de Cristo deve nos fazer pensar diferente. Qualquer mensagem que aumente ou diminua isso é um outro Evangelho.
  • Diminuir: Mateus, inspirado pelo Espírito Santo, fez um insistente esforço em resumir o Evangelho ao argumento conclusivo do Governo divino, sua proximidade e a mudança de mente que isso exige. Isso deveria nos motivar a deixar de lado tantas concepções humanas sobre o que é o cristianismo. Examine sua fé e veja se ela se resume ao Governo de Deus em Cristo.
  • Aumentar: tão clara como a essência do Evangelho ser o Governo de Deus é a atitude requerida dos crentes: a mudança de pensamento. Certamente, um pensamento egocêntrico, que se pretende senhor dos próprios destinos, que gravita ao redor de desejos egoístas, deve dar lugar à centralidade de Cristo, à submissão ao seu governo e à sua vontade. Quanto seu pensamento já mudou diante do governo de Deus, e quanto ainda falta mudar?
  • Dividir: Jesus como Rei e a mensagem dele sobre o Reino são a luz para pessoas que jazem nas trevas, sem saber para onde ir ou o que fazer. Ele também disse que os crentes são a luz do mundo, na medida em que conhecem, praticam e ensinam a Palavra de Deus sobre o Reino que é a luz. Você percebe as pessoas que ainda nãos e submeteram ao governo de Deus como estando em trevas? Quanto você tem comunicado a mensagem do Reino a elas?
  • Multiplicar: as distorções da missão essencial de Deus em Cristo, depois dada à Igreja, atingem o cume da malignidade na ênfase da aquisição dos benefícios do Reino. É claro que quando Deus reina em Cristo existe justiça, prosperidade e alegria, mas não é isso que cabe a nós buscar. O arrependimento, a mudança de um pensamento egocêntrico para o pensamento cristocêntricos, esse é o chamado que ouvimos. Os benefícios do Governo de Deus, do Reino dos céus, são consequência disso. Você tem se concentrado em promover a mudança de pensamento como estratégia fundamental para multiplicar o Reino?
Quanto seria suficiente, em nossa vida e na vida dos outros, promover o pensamento de que nossos desejos, necessidades e planos devem ser colocados de lado, para que estejamos completamente ocupados pelo governo de Deus em Cristo? Jesus chegou, o Reino dos céus está aqui! A partir de então, mudemos o nosso modo de pensar.

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De 6 a 20 de janeiro em Ibiúna - SP


De 2 a 5 de março em Campina Grande - PB

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