28 de out de 2017

07. Identidades dos falsos evangelhos

Ao líder da igreja,
paz e alegria do Senhor.

Certamente você já passou por aqueles segundos constrangedores em que o caixa examina o dinheiro que você apresenta, para ver se é falso ou verdadeiro. Mesmo que você não tenha falsificado, fica aquela dúvida de haver pego uma nota falsa sem saber e estar passando adiante. Sempre sinto um alívio quando, depois de examinar um conjunto de aspectos, o caixa finalmente aceita meu dinheiro. Sobre os falsos evangelhos de que falamos há pouco, quais seriam os aspectos que deveríamos examinar para saber se, por acaso, o evangelho que temos nas mãos não é falso? Quero lhe apresentar quatro vícios que são comuns a todos os falsos evangelhos que relacionei ante. Se você os evitar, protegerá a si mesmo e à sua igreja.

Os falsos evangelhos têm uma fundamentação plural ou secularista, isto é, acham a verdade em outras fontes que não a Palavra de Deus. Jesus disse aos religiosos de seu tempo: “Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus!” Mt 22:29, porém, os falsos evangelhos se baseiam na psicologia, na filosofia, na sabedoria popular e na sociologia, fazendo da Bíblia apenas um livro de citações para confirmar seu pensamento apócrifo. Todos os falsos evangelhos têm uma motivação antropocêntrica, humanista: as necessidades e desejos do ser humano são a razão ou propósito de suas ideias. A razão do Evangelho do Reino é que a vontade do Pai seja feita na terra como no céu (Mt 6:9-13), mas o que impulsiona os falsos evangelhos é aquilo que satisfaz e traz prazer para o ser humano. Os falsos evangelhos também são materialistas, voltado para o que é concreto, tangível, de modo que não aceitam colocar como seu objetivo aquilo que não se vê e é eterno, antes, preferem aquilo que se vê, embora transitório (2Co 4:18). Por outro lado, tais evangelhos também são imediatistas. Eles se importam pouco com o futuro e se concentram naquilo que pode ser obtido imediatamente. A ideia de que “... nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles” 2Co 4:17, não se encaixa com suas propostas.

É doloroso pensar que tais vícios podem estar mais próximos de nós do que gostaríamos. Pedro achava que fazia um grande benefício ao tentar impedir que Jesus fosse ao martírio em Jerusalém, então o Senhor lhe disse: "Para trás de mim, Satanás! Você não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens" Mc 8:33. O Evangelho do Reino que Jesus pregava e vivia o levou a orar assim: "Aba, Pai, tudo te é possível. Afasta de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres" Mc 14:36. Os falsos evangelhos são secularistas, humanistas, materialistas e imediatistas. A vontade de Deus é bíblica, cristocêntrica, espiritual e eternal. Se o nosso Evangelho não tem essas características, não é verdadeiro.

Desde bem jovem, aprendi por experiência que a crescente espiritização de nossa cultura só pode ser enfrentada com um firme posicionamento sobre a divindade de Jesus. Esse é o divisor de águas. Há algum tempo, supervisionando nosso trabalho em Portugal, pensei que a massiva presença do romanismo na cultura só pode ser combatida com uma exuberante adoração a Cristo, através de todas as mídias e linguagens disponíveis. Também em Moçambique, percebendo como o poder dos feiticeiros ainda amedronta e perturba os crentes, recomendei aos pastores que sejam pródigos na pregação sobre a soberania de Deus. Dessa forma, glorificando a Deus em Cristo, ficaremos livres da maligna presença dos falsos evangelho.

O evangelho é o Reino e o Reino é Jesus.

Seu para evangelizarmos todo mundo,

José Bernardo
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