27 de out de 2017

06. Os quatro falsos evangelhos

Ao líder da igreja,
paz e alegria do Senhor.

Na carta anterior, falamos sobre a ilusão do individualismo como o engano desse século, a grande mentira que escraviza as pessoas na pós-modernidade. Então, qual você acha que é o efeito desse pensamento sobre a mensagem do Evangelho? De que maneira esse pensamento mundano, ao qual o apóstolo Paulo se opôs insistentemente, afetou a cosmovisão cristã e contaminou os crentes?

Não estamos falando de algo novo. O individualismo tem suas raízes no pecado original, na vontade do ser humano fazer-se seu próprio Deus. Este é o pecado original e a sedução de Satanás, “Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus...” Gn 3:5. Este é o pecado da pós-modernidade, “Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador” Rm 1:25. A Igreja não ficou isenta e, de todos os modos, foi influenciada pelo pensamento individualista, desde a modernidade, com o humanismo e seu aprofundamento do relativismo prematuro de Protágoras: ‘o homem é a medida de todas as coisas’. Como isso, o bem-estar humano tornou-se a nova religião. A vontade de Deus se tornou secundária, e o ser humano ocupou o cenário com seus desejos, vontades e ações.

Quatro falsos evangelhos emergiram desse individualismo, cada um enfatizando o bem-estar do ser humano em um determinado aspecto. O mais conhecido entre eles é o evangelho do bem-estar material, a abjeta Teologia da Prosperidade, que busca redenção na riqueza. Mas ela não é a única. Há uma teologia do bem-estar social, com muitos nomes e apenas uma cara, a aparente piedade com seus projetos sociais. Um terceiro falso evangelho é o do bem-estar emocional, comprometido com o resultado psicoterapêutico. Finalmente, há o evangelho do bem-estar político, querendo redimir através da eleição de políticos evangélicos. Estes evangelhos falsos colocam o ser humano no centro de sua proclamação e prática. Eles atraem milhões e contaminam a Igreja. Sobre isso Paulo disse: “Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos” 2Tm 4:3,4. É vergonhoso ver quantos líderes se renderam a esses mitos. Eles pensam que, sendo isto que as pessoas querem ouvir, então é isto que devem pregar.

Paulo abriu a ferida e ele mesmo a fechou. Antes e depois de descrever o domínio dos falsos evangelhos, exortou solenemente a Timóteo: “Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina” e “... faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério” 2T 4:2,5. Para Paulo, a pregação da Verdade era o antídoto para o veneno do relativismo humanista em sua pós-modernidade. Ele que estava a ponto de morrer pelo Evangelho depois de três décadas de ministério, via a Igreja em apostasia e ainda assim confiava no poder da pregação. Por isto Paulo exortou seu filho na fé que continuasse pregando a Palavra. Quando vemos o ministério de Jesus, identificamos a mesma pregação do Evangelho, a proclamação da soberania de Deus e a celebração do seu governo sobre os seres humanos. Assim evangelizaremos os mais jovens, que o pecado não reine sobre eles, que estejam mortos para o pecado e vivos para Deus (Rm 6:11,12)

Esse é o Evangelho do Reino, que a vontade do Pai seja feita na terra assim como é feita no céu.

Seu para evangelizarmos todo mundo,

José Bernardo
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