23 de out de 2017

02. O sonho de José

Ao líder da igreja,
paz e alegria do Senhor.

Você se lembra dos sonhos que tinha quando começou a liderar? A maioria de nós se lançou no ministério por causa dos sonhos que tivemos. Então vêm as lutas e as dificuldades. Quase nada é como sonhamos e isso machuca. Costumo dizer que sonho até doer, depois sonho de novo. José de Israel foi um exemplo nisso e temos muito o que aprender com ele sobre como Deus lida com os nossos sonhos.

“Certa vez, José teve um sonho e, quando o contou a seus irmãos, eles passaram a odiá-lo ainda mais” Gn 37:5. Os sonhos de um menino de 17 anos, de que governaria até mesmo sobre sua família, o levaram a treze anos de altos e baixos. Sofreu com o ódio de seus irmãos, foi ameaçado de morte, lançado em um poço, vendido como escravo, assediado sexualmente, traído, mal-entendido, aprisionado e esquecido. De um ponto de vista, cada vez que prosperou durante aqueles anos, foi para cair logo adiante e perder o que havia conquistado. Contudo, em toda essa trajetória, o Senhor estava com ele, provendo para que seus sonhos se realizassem, pelo que José avaliou as dificuldades por que passou assim: “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos” Gn 50:20.

Vivemos dias tenebrosos. Por todos os lados somos cercados por dificuldades que fazem parecer que nossos sonhos não se realizarão. É cada vez mais difícil liderar a igreja porque os dias são terríveis. São exatamente como Paulo previu: “Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder...” 2Tm 3:2-5. Quando olhamos para isso, nosso sonho de uma igreja amorosa, unida, operosa e frutífera parece mais distante. Mas Paulo não descreveu esse cenário para desanimar Timóteo. Pelo contrário, foi para motivá-lo a continuar. Paulo colocou-se como exemplo, lembrando das perseguições e sofrimentos que ele enfrentou com amor e perseverança para terminar sua carreira, cumprir seu sonho. Quem quer que deseje viver conforme a vontade de Deus enfrenta perseguição, ele disse (2Tm 3:12) e estimulou Timóteo a perseverar também.

José ouviu de seu pai que era uma árvore frutífera, que foi atacado sem piedade, mas permaneceu firme por causa de Deus e por isso prosperou (Gn 49:22-26). Ele sonhou os sonhos de Deus, e as dificuldades que enfrentou o colocaram na situação de poder ver realizados aqueles sonhos. Paulo, cujos sonhos também se realizaram em meio a grandes dificuldades, explicou desse modo: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” Rm 8:28. Enquanto sua prisão assustava os filipenses, ele iniciou a carta que escreveu para confortá-los mostrando como aquela dificuldade servia para realizar o sonho de evangelizar todo o mundo e como se alegrava por isso. Quero animar você com essas palavras. O sonho de um grande avivamento, de uma igreja cheia do Espírito de Deus, e da conversão de milhões, se realiza através das dificuldades que você tem enfrentado. Por isso, persevere, insista, continue a crer, continue a sonhar.

Sonhemos os sonhos de Deus porque são eles que se realizam.

Seu para evangelizarmos todo mundo,

José Bernardo
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