22 de out de 2017

01. Como vemos o mundo

Ao líder da igreja,
paz e alegria do Senhor.

O apóstolo Pedro, escrevendo aos crentes espalhados na região da Turquia, para orientar sua interação social na pós-modernidade de seu tempo, os descreveu como estrangeiros e peregrinos: “... aos eleitos de Deus, peregrinos dispersos...” 1Pe 1:1; “... como estrangeiros e peregrinos no mundo...” 1Pe 2:11. A enorme diferença entre a cultura desse mundo, especialmente na pós-modernidade, e a cultura cristã nos posiciona adequadamente como estrangeiros e peregrinos. Essa postura é um fundamento para a nossa vida em sociedade e um pré-requisito para a perseverança da Igreja.

A cultura, cristã ou não cristã, inclui uma cosmovisão, isto é, uma explicação razoável sobre a existência do mundo, dos seres humanos, e do seu propósito. A percepção e o entendimento de quem somos, o que esperamos e como agimos nesse mundo muda de uma cultura para outra. Infelizmente, a cosmovisão cristã tem sido profundamente influenciada e descaracterizada pela cultura secular, principalmente de base humanista. Uma das razões mais fortes para essa contaminação é que a Igreja não forma seus líderes com uma cosmovisão cristã pura, mas absorve quem se destaca no mundo, justamente porque assimilou a cosmovisão humanista. Tal contaminação é altamente destrutiva, por isso, “... quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?" Lc 18:8.

Devo dizer a você que o futuro da Igreja, inclusive a que conta com a sua liderança, depende de restaurarmos a cosmovisão cristã entre os cristãos, e nos tornarmos capazes de interagir com os não cristãos a partir dessa visão transcultural. Para isso, além da formação de líderes com essa visão bíblica, precisamos construir coletivos de intensos relacionamentos, capazes de gerar cultura a partir de uma experiência viva da fé, esperança e amor conforme a Palavra de Deus. Isso não é simples, principalmente quando consideramos a fragmentação individualista que predomina nas grandes cidades. Cada pessoa elege sua própria verdade e práticas particulares. Quando qualquer coisa é verdade, tudo é mentira. Quando as pessoas se baseiam em mentiras, não sabem o que esperar e nem o que fazer. Mas esse é o desafio que você e eu devemos enfrentar como líderes. É para ajudar nesse desafio que decidi lhe escrever.

Planejo escrever em seguida nove cartas sobre a cosmovisão cristã, tratando de temas que julgo serem essenciais para fundamentar qualquer ação da Igreja, qualquer exercício de liderança. Começarei pelo exemplo de José, que não desistiu dos sonhos que Deus lhe deu, mesmo vivendo em um ambiente totalmente oposto à sua própria cultura. Depois, quero falar sobre o potencial que encontramos no fato de a igreja se constituir de conversões entre os jovens, naturalmente mais sonhadores como foi José. Também escreverei sobre o que é pós-modernidade e como a fragmentação que a caracteriza afeta a Igreja e suas ações. Dentro do contexto da pós-modernidade, quero lhe falar dos falsos evangelhos que predominam na religiosidade desses dias, quais são e que características têm em comum. Vou lhe escrever ainda sobre a confusão missional que os falsos evangelhos causam na igreja, o consequente enfraquecimento do trabalho missionário e ainda o distúrbio nas vocações, que enfraquece e desqualifica o chamado de jovens para continuarem a realizar a missão divina.

Espero que essas cartas possam ajudar no processo de avaliação e restauração da cosmovisão em sua igreja local.

Seu para evangelizarmos todo mundo,

José Bernardo
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www.sejamsantos.org
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