20 de out de 2017

Lucro x superávite

José Bernardo

Aprendi que organização sem fins de lucro não significa organização sem recursos. Não é possível desenvolver um ministério saudável com boa vontade apenas. Nem todo o conhecimento de marketing e habilidade de venda são suficientes para um empreendimento sem um fluxo de recursos. Não o dinheiro simplesmente, mas os recursos que as vezes o dinheiro pode pagar. Então, tratando de financiamento nas organizações sem fins lucrativos, é interessante lembrar que a palavra finanças deriva do francês ‘finer’, ou seja, finalizar, na ideia de levar algo a bom termo e, portanto, a habilidade ou a capacidade de terminar necessidades e pagar débitos. Podemos definir os recursos necessários para a saúde de uma organização como humanos – incluído todas as pessoas que desenvolvem seus serviços; materiais – os insumos ou componentes necessários no serviço; logísticos – os equipamentos e as estruturas de produção; estratégicos – os planejamentos tático, estratégico e operacional. Uma organização saudável é aquela que tem suficiência e administra com sabedoria cada um desses tipos de recurso. Porém, a suficiência dos recursos não significa que se possa limitar ao suprimento elementar da finalidade missional. Embora não tenha fins de lucro, uma igreja ou um ministério deve ser superavitário. Essa expectativa se vê bem no resultado ideal do ministério da evangelização conforme Jesus ensinou: “... o que foi semeado em boa terra: este é aquele que ouve a palavra e a entende, e dá uma colheita de cem, sessenta e trinta por um" Mt 13:23. O Senhor ainda voltou a mostrar seu interesse no superávite de seu ministério quando disse aos discípulos: “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome” Jo 15:16. O ministério saudável, que se faz com suficiência e boa administração de recursos humanos, materiais, logísticos e estratégicos, deve produzir um impacto progressivo para ser efetivamente transformador. A simples troca de valore não gera resultado para ser apresentado ao Pai. Precisamos colher mais do que plantamos! Em alguns casos, o superávite vem na forma de novos recursos para a continuação do ministério, como quando quem é ensinado, reparte do melhor que tem com quem o ensina (Gl 6:6). De qualquer modo, não fomos chamados à estagnação e ao decréscimo, mas ao crescimento e à abundância.
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José Bernardo
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