3 de out de 2017

Música

José Bernardo

Aprendi que confundir a música com ministério é um dos maiores problemas atuais para o culto cristão. Muitos líderes também têm apontado para o equívoco de denominar músicos e cantores evangélicos como levitas, quer porque isso não reflete tal função no culto judaico, quer porque confunde a verdadeira posição dos músicos e da música no culto cristão.


A denominação de levitas faz supor um ministério que não existe no Novo Testamento e distorce conceitos importantes como o de louvor, por exemplo. Quando ‘louvor’ se torna sinônimo de música, nem se louva verdadeiramente, nem se utiliza corretamente a música. O que se vê é o entretenimento e a igreja se tornando casa de shows. Paulo fez uma relação de cinco ministérios na carta aos Efésios: “E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres...” Ef 4:11. Com o crescimento das igrejas, dois outros ministérios foram ainda identificados: o de epíscopos ou bispos e o de diáconos. A música, em qualquer uma de suas formas, não consta entre esses sete ministérios bíblicos, portanto, um músico não é, apenas por seu talento, um ministro da igreja bíblica. Por outro lado, entre as listas dos dons espirituais não se encontra o dom de cantar ou de tocar instrumentos, o que nos leva a considerar tais talentos como capacidades, habilidades e conhecimentos humanos apenas. É preciso considerar ainda que, como Paulo orientou muito objetivamente os crentes de Corinto, o culto cristão tem a obrigação da inteligibilidade e da edificação: “Portanto, que diremos, irmãos? Quando vocês se reúnem, cada um de vocês tem um salmo, ou uma palavra de instrução, uma revelação, uma palavra em língua ou uma interpretação. Tudo seja feito para a edificação da igreja” 1Co 14:26. Nos reunimos para aprender e a nossa adoração acontece em diversos momentos ou formas, como disse o próprio Jesus: “Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos” Jo 15:8. Sendo assim, qual é o verdadeiro lugar da música no culto cristão? É fácil perceber que a música é uma linguagem e praticamente qualquer um dos ministérios pode se expressar através desse meio. Cantando ou tocando é possível plantar igrejas, proclamar a Palavra, evangelizar, aconselhar, ensinar, supervisionar e servir. Portanto, a música que não coopera para a missão da Igreja é inútil, e o músico que não tem um ministério bíblico causa problemas e não ajuda.
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José Bernardo
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Foto: Three singers por Adam Coster, de 1607 a 1643 (detalhe).
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