20 de out de 2017

Missional x frutífero

José Bernardo

Aprendi que ser missional é ser frutífero, pois Deus detesta a improdutividade. É um mal-entendido que a aversão ao lucro leve um ministério a confundir sua condição missional com a ineficiência. É o caso do absurdo de algumas igrejas se considerarem mais santas e missionais porque não crescem. A nossa luta contra a ganância e a cobiça não pode se tornar uma luta contra a prosperidade saudável e os resultados que Deus demanda. A árvore que não dá fruto é cortada e lançada no fogo (Mt 7:19; Jo 15:2). Deus está interessado em resultados e é preciso apresenta-los. Ser missional não pode significar ser infrutífero. Ainda que não sejamos instituições que repartam lucro, devemos ser superavitários para os resultados que nos comprometemos a apresentar a Deus. O desejo pela abundância e pelo crescimento deve ser preservado no ministério, para glorificar a Deus, como disse Jesus: “Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos” Jo 15:8. Portanto, a mesquinhez nunca é um sinal de santidade, muito pelo contrário. Vemos isso na parábola dos talentos. O homem que escondeu seu talento alegou que tinha medo. Isso era verdade? Ele estava cheio de um santo temor e por isso não multiplicou aquilo que recebeu? Vejamos o que ele mesmo disse: "Por fim veio o que tinha recebido um talento e disse: ‘Eu sabia que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Por isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão. Veja, aqui está o que lhe pertence’” Mt 25:24,25. Está claro que aquele senhor rejeitou a desculpa do servo mal e negligente. Independentemente do sentimento que ele tivera, a questão está em como ele via o seu senhor, como um homem severo, que junta onde não semeou. Foi essa visão de seu senhor e não o sentimento que o impediu de fazer alguma coisa para multiplicar aquilo que recebeu. O fato é que ele não teve interesse em multiplicar o talento por causa de um pensamento de oposição. Podemos chamar isso de avareza. Aquele trabalhador não sentiu alegria, não teve boa disposição em ver seu senhor ganhar novamente. É isso o que falta a crentes que não buscam a abundância no ministério, que se acomodam em ministérios medíocres, que não se esforçam por novas e maiores coisas para a glória do Senhor. Não podemos chamar isso de santidade. Os santos não são miseráveis.
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José Bernardo
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