25 de jul de 2017

Graça

José Bernardo

Aprendi que graça é alegria. Na língua original do Novo Testamento a raiz das duas palavras é a mesma. Por outro lado, nem alegria tem a ver com sorrir, ou graça é alguma incompreensível característica divina. Uma coisa e outra significa basicamente boa disposição ou, como costumamos dizer, bom humor. Assim, podemos dizer que Deus nos salvou porque estava de bom humor, não porque merecêssemos ser salvos. Também nós nos santificaremos se estivermos de bom humor. 

Foto: Birds of Paradise por Johnny Karwan (detalhe)

Neemias entendeu isso quando a Palavra de Deus foi lida para o povo e ele se entristeceu sob o peso da culpa. Muito prático, ele recomendou que as pessoas fossem preparar boas comidas e se reunissem em agradável celebração. Assim ficariam de bom humor, se alegrariam, teriam graça para cumprir a vontade de Deus: “Não se entristeçam, porque a alegria do Senhor os fortalecerá” Ne 8:10. Sabendo que a alegria é a força que temos para viver em santidade, Davi buscou sua restauração depois do pecado justamente na alegria: “Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer” Sl 51:12. Então, podemos pensar em como a tristeza nos aproxima do pecado. Quando estamos insatisfeitos, irritados, entristecidos, cada sentimento que nos afasta da alegria nos afasta da santidade e nos induz ao erro. A cobiça, a ira, a inveja, o ciúme, a mentira e até mesmo a impureza, a fornicação ou o adultério vêm da falta de alegria e contentamento com o Senhor e as coisas que ele nos deu. Se queremos viver em santidade a salvação que recebemos, precisamos mergulhar na graça, no bom humor, na alegria do Senhor. Nossa carne, o mundo e o Maligno com quem o mundo se deita, trabalharão contra a nossa alegria. Mostrarão coisas para cobiçarmos e nos tornarmos infelizes com o que já recebemos de Deus. Semearão competição e contenda para que nos entristeçamos com os irmãos que deveriam ser nossa fonte de alegria. Tentarão fazer-nos crer que as coisas que Deus controla são ruins e contrárias a nós. Maquinarão para nos tornarmos condescendentes e buscarmos o pecado como consolo e compensação para a tristeza. Se cedermos a essas tentações e nos entristecermos, nos tornaremos presa fácil. A alegria nos aproxima de Deus, a tristeza nos afasta dele. Portanto, “Aleluia! Como é feliz o homem que teme o Senhor e tem grande prazer em seus mandamentos!” Sl 112:1.

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