14 de abr de 2017

O pão da vida ou não

Por José Bernardo

“Simão Pedro lhe respondeu: ‘Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna’” João 6:68

O humanismo faz uma contínua e intensa pressão contra a Igreja, particularmente no que se refere à missão bíblica, a missão de Deus. Apesar de estar centralizado no ser humano, tanto em uma pretensa bondade humana como nos desejos e necessidades das pessoas, o discurso antropocentrista tem se confundido com a mensagem do Evangelho, e muitos crentes já não sabem diferenciar entre as duas coisas. Jesus, porém, é uma rocha intransponível. É possível construir sobre ele, sobre sua Palavra, mas a grande maioria das pessoas são destruídas ao entrar em confronto com ele.

[V] No contundente discurso do ‘pão da vida’, quando Jesus ensina que só há vida eterna em comer de sua carne e beber de seu sangue, a Palavra de Deus escandalizou os ouvintes, e muitos discípulos deixaram de segui-lo. Então Jesus perguntou aos Doze se eles queriam deixa-lo também, ao que Pedro respondeu: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna” Jo 6:68. Há três coisas que um evangelista deve aprender aqui.

1) Somente a Palavra de Deus oferece salvação, mas poucas pessoas valorizam isso.  2) Somente a Palavra de Deus dá a vida eterna, mas poucas pessoas desejam isso. 3) A Palavra de Deus é incomparável, mas nem todos estão interessados nela.

[O] Mais tarde, em sua primeira carta, Pedro reflete sobre isso, e diz que Jesus é uma rocha que divide as opiniões. No conflito entre o que a Palavra de Deus oferece e o que as pessoas do mundo querem, muitos crentes deixam de oferecer a Palavra de Deus e passam a dar o que qualquer instituição humanitária faria: deixam de dar o pão da vida e passam a oferecer o pão mortal. Isso os afasta de Jesus, que insistiu em oferecer a solução para salvar, dar a vida eterna, aquilo que é único, sem similar ou comparação.

[S] Então, a discussão que devemos fazer não é entre dar o pão da vida ou o pão mortal, ou ainda entre escolher dar um ou dar os dois. A questão é que o pão da vida, a pregação do Reino de Deus em Cristo é a suficiente, abrangente e exclusiva solução que a Igreja tem para oferecer ao mundo.

1) Suficiente porque sozinho Jesus salva completamente o ser humano; 2) abrangente, porque toda a missão de Deus se cumpre em Jesus; 3) exclusiva, porque só a Igreja foi comissionada por Deus para oferecer o pão da vida e nada há que se compare a isso.

Repartiremos o pão mortal por compaixão, sem nunca nos esquecermos de que a missão que recebemos de Deus é oferecer o pão da vida. Isso não vai trazer ou manter todas as pessoas do mundo ao nosso redor, não seremos capazes de salvar todos os condenados à morte, não resgataremos esse mundo da destruição, porque essa não é a missão de Deus.

Aqueles que pensam diferente, que defendem uma missão social para a Igreja, precisam inventar um novo cristo, porque o Verdadeiro não coopera com eles.

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José Bernardo é pastor, pesquisador, escritor e conferencista. Fundou e preside a agência missionária AMME evangelizar, é vice-presidente da OneHope, agência internacional de distribuição da Bíblia e catalizador do movimento Visão 2030 para a evangelização global.


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