14 de abr de 2017

A missão de Deus

Por José Bernardo.

“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” 1Pe 2:9.

Escrevendo em um tempo como o nosso, na pós-modernidade do Império Romano, o apóstolo Pedro ensinou à Igreja como viver no mundo a missão dada por Deus.

[V] A eleição, termo de origem grega com o significado de ‘chamar para fora’, determina três características consequentes para os crentes; elas podem ser denominadas como integridade, pureza e exclusividade. Além dessas características explícitas, esse verso apresenta três condições implícitas para o cumprimento da missão designada por Deus de ‘anunciar as grandezas’ dele.

Primeiro, a coletividade. Em um mundo individualista e fragmentado, os crentes são chamados a sacrificar sua individualidade para viver como geração, sacerdócio, nação e povo.

Segundo, a separação. Vivendo coletivamente, os crentes são separados do resto do mundo a que proclamam, os que creem e são edificados, os que não creem e são destruídos.

Terceiro, a brevidade. Os crentes são identificados como estrangeiros nesse mundo, estão aqui de passagem, não lhes cabe se apegarem ou pensarem em sua vida aqui como algo estável e definitivo.

[O] A missão de Deus para a Igreja ir ao mundo não é particularizada para cada crente em suas vocações seculares, não os conecta ao mundo a quem foram enviados em missão e nem os instala definitivamente aqui. É vergonhoso que o conceito Missio Dei seja usado justamente para dizer o contrário do que dizem as Escrituras, servindo de pretexto para aqueles que amam o mundo e o que no mundo há, esvaziando os princípios da santificação: a integridade de quem não se divide, a pureza de quem não se mistura e a exclusividade de quem pertence somente a Deus.

[S] Para cumprirmos a razão de nossa eleição, a proclamação das grandezas de Deus, devemos aceitar essas três condições:

Deixar de lado a nossa individualidade, sacrificando vocações seculares e escolhas particulares para sermos juntos a Igreja enviada;

Superar a vontade de sermos aceitos e nos integrarmos ao mundo, para perceber e aceitar que há duas nações, duas raças que não se misturam;

Evitar nos instalarmos confortavelmente e nos sentirmos à vontade em um mundo no qual estamos apenas de passagem, apenas cumprindo um mandato, e assim manter em perspectiva aquilo que é eterno.

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José Bernardo é pastor, pesquisador, escritor e conferencista. Fundou e preside a agência missionária AMME evangelizar, é vice-presidente da OneHope, agência internacional de distribuição da Bíblia e catalizador do movimento Visão 2030 para a evangelização global.


Um comentário:

  1. Este texto me faz refletir Em que momento um crente como eu percebe a sua falência e decide converter-se para além de falácias?
    Sinto que levo na maioria das vezes o mundanismo dentro de mim para dentro da igreja pelo modo de pensar e agir e em especial com esposa e filhas e por isso temo por minha vida eterna ao lado de Deus e pior pelas vidas que eu possa influenciar com esta postura.

    Sensor fortalece minha Fé

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