14 de mar de 2017

De um jeito ou de outro?

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“Quem não tem cão caça com gato.”

Conforme o professor de Língua Portuguesa, Reinaldo Pimenta, o dito pode ter sido, originalmente, ‘Quem não tem cão, caça como gato’. Isso nos daria três possíveis significados para essa frase. O uso mais corrente é o do improviso e da adaptação, isto é, não tendo um cão, leva-se um gato para caçar. Longe de ser apropriado, isso exigiria grande flexibilidade pessoal. Um segundo significado seria o da autonomia. Não havendo o cão que caça coletivamente, em matilhas, a tarefa seria dada ao gato, que é solitário. Finalmente, é possível pensar que ao invés do cão que caça com grande alarde, tangendo a presa com latidos fortes, a caça seria feita com o silêncio e discrição de que sempre se valem os gatos em compensação.

A Palavra de Deus
“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” Romanos 12:2.

[V] Esse versículo tão conhecido deveria nos levar a perguntar qual é o ‘padrão deste mundo’ ao qual não deveria se amoldar para, só então, experimentar a qualificada vontade de Deus. No verso seguinte aprendemos que os crentes não devem ter ‘um conceito mais elevado’ de si mesmos do que aquele relativo aos dons que receberam de Deus. Paulo continua dizendo que os crentes formam um corpo em que cada membro tem funções específicas. Portanto, devem contar com as capacidades uns dos outros no suprimento do que lhes falta, e disporem-se a exercer seus dons peculiares para o bem coletivo.

[O] É claro que Paulo não vê as pessoas como indivíduos e nem defende uma atitude individualista. Inspirado por Deus, o apóstolo aos gentios ensina que cada pessoa é uma parte especializada de um todo social. O individualismo é um pensamento humano ao qual, quem se amolda, deixa de experimentar ‘a boa, agradável e perfeita vontade de Deus’.


[S] O dito popular que examinamos hoje nos estimula à uma adaptação individualista, na qual encontraríamos apenas em nós mesmos as qualidades necessárias para realizar um intento qualquer, sem pensar ou depender do coletivo. Essa não é uma boa ideia e, faríamos bem em lembrar as vezes que temos utilizado esse pensamento. Devemos deixar de lado esse pensamento mundano para encontrar na cooperação entre os irmãos a totalidade das qualidades que precisamos e a plenitude do ser no compartilhamento de nossa vida.

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