22 de mar de 2017

Amor ou ódio

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“Bandido bom é bandido morto!”

Talvez o ditado significasse apenas que não existe bandido bom, já que o morto não é bandido ou pelo fato de que no velório, na morte, se destacam as qualidades de qualquer pessoa. Contudo, a violência parece gerar e banalizar a violência. O povo, saturado da criminalidade, sem o governo de Deus, deseja enfrentar o mal com o mal e usa esse ditado para incitar a violência contra os criminosos.


A Palavra de Deus
"Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo" 1Jo 3:15.

[V] Não é possível evitar a severidade desse estatuto pensando que o ladrão não é um irmão. O texto não se refere ao destinatário, mas àquele que odeia quando deveria amar. Quem odeia é assassino e quem é assassino não está salvo da morte. De fato, o verso anterior diz que quem não ama, permanece na morte. Quem permanece (habita) na morte deseja matar.

[O] Obviamente essa palavra sobre amor e ódio não fala contra a pena de morte, a situação legal em que alguém é morto em consequência de seus crimes. Por outro lado, o texto de Êxodo 22:2,3 não trata de uma coisa nem de outra: “Se o ladrão que for pego arrombando for ferido e morrer, quem o feriu não será culpado de homicídio". Essa é uma medida para proteger alguém que age em legítima defesa, jamais uma licença para matar. A Palavra de Deus através de João nos leva a examinar nosso próprio coração diante de circunstâncias ou pessoas que provocam as nossas emoções. A moralidade não está fora de nós, no entanto, mas dentro, e depende de sermos gerados por Deus.

[S] A criminalidade, pressuposto do ditado que examinamos, nos leva a pensar no erro do humanismo ao pensar que as pessoas se tornam más porque a sociedade em que vivem é má. Esse erro continua na tentativa de consertar a sociedade para melhorar as pessoas. Nós que somos da luz, porém, sabemos que o mal está em cada pessoa e que o mundo todo jaz no Maligno. O mal somente é retirado pela transformação que começa com a fé que vem pela Palavra de Deus. Portanto, antes de nos preocuparmos com a criminalidade, devemos examinar nosso coração, para ver se está cheio de amor e vida ou de ódio e morte. Se fomos gerados por Deus e a Palavra de Deus habita em nós, estamos cheios de amor e não de ódio. Por isso a única morte que desejamos a cada bandido é que seja crucificado com Cristo e com ele ressuscite.

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