18 de fev de 2016

Crise vocacional 4

José Bernardo

No cenário de missões sempre encontramos pessoas entusiasmadas com viagens a destinos exóticos, atividades interessantes e baixo custo de hospedagem. São as chamadas missões de curto prazo em que a euforia de conhecer outras culturas, ver novas paisagens e conviver com outras pessoas é frequentemente confundida com amor missionário. Em um vídeo que circula nas redes sociais, o pastor Paul Washer critica duramente tais iniciativas e diz que o dinheiro gasto nesses passeios poderia manter muitos missionários no campo.

A pesca maravilhosa,1618-19, Peter Paul Rubens


Eu não generalizo. Há situações em que igreja e agência missionária podem utilizar missões de curto prazo para alcançar um fim específico. Por outro lado, a verdadeira vocação de muitos crentes em programas assim é o turismo. Qual a diferença? O que define missões é o cumprimento da missão. Essa é a diferença, e aqui temos um problema, já que a influência humanista na Teologia confundiu a missão da Igreja. Sem saber qual é sua missão e que resultados deve obter, a igreja apenas passeia.

Para corrigir esse desvio, precisamos cultivar uma cultura de produtividade. Devemos imitar Jesus em sermos a videira verdadeira e entregar os frutos que o Pai deseja (Jo 15). A missão bíblica da Igreja, o objetivo de produzir frutos na transformação de vidas pela pregação do Evangelho, deve dominar todo o planejamento de uma viagem missionária e a seleção dos participantes. Se houverem frutos, será missão.
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José Bernardo é o fundador e presidente da Agência Missionária de Mobilização Evangelística – AMME evangelizar, ministério que já ajudou mais de 50.000 igrejas a apresentar o Evangelho a mais de 130 milhões de pessoas.

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