16 de fev de 2016

A igreja vendida

José Bernardo

Muitos crentes ficam assombrados com notícias de que igrejas protestantes se tornam bares e mesquitas na Europa. Há algumas semanas foi definitivamente vendida uma igreja aqui no Brasil, bem próxima de nosso escritório. Tornou-se uma oficina de funilaria. Uma desconstrução do texto faria um crente pós-moderno dizer que foi só o templo. Mas foi uma igreja mesmo, uma que se instalou ali havia várias décadas e que cresceu bastante. Então, o bairro mudou e a igreja não. Ela se tornou incapaz de alcançar as gerações seguintes, foi morrendo aos poucos e foi vendida.

Foi vendida porque a pós-modernidade prefere uma igreja tão particular que nem precisa existir no plano físico; porque se tornou irrelevante; porque a língua em que se comunicava já não pode ser compreendida; porque um evangelho assistencial é inútil e um evangelho humanista também não é verdadeiro; porque a concorrência trapaceou com entretenimento e mundanismo; porque não valorizou a participação de crianças, adolescentes e jovens e eventualmente se tornou incapaz de alcançá-los.



Não foi a primeira e não será a última. A igreja está sendo vendida e nosso coração perplexo repete o salmista: “Tu vendes por nada o teu povo, e não aumentas a tua riqueza com o seu preço.” Salmos 44:12. Embora doloroso, esse salmo ensina a única possibilidade de solução para a Igreja nesses dias depois de tudo: depender completamente do Senhor da Igreja.
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José Bernardo é o fundador e presidente da Agência Missionária de Mobilização Evangelística – AMME evangelizar, ministério que já ajudou mais de 50.000 igrejas a apresentar o Evangelho a mais de 130 milhões de pessoas.

Um comentário:

  1. O templo físico é necessário, pois é onde as pessoas se reúnem e, quando vendido, é sinal de que não há gente pra se reunir, o que é muito ruim e triste. Um grande mal, que vejo em muitas igrejas, é a não valorização às crianças, adolescentes e jovens. Esse erro faz com que elas sofram o risco de continuidade.

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