10 de fev de 2016

Apologia de gangorra

José Bernardo

A pregação reacionária é um grande equívoco. Muitas vezes a indignação do pregador contra determinado desvio teológico é tanta que sua resposta se intensifica e insiste até chegar ao extremo oposto. Graça e desgraça, muitos pregadores caem aqui.

Há quem se esforce tanto pela segurança e amplitude da salvação que sua teologia desequilibra e provoca destemor. Tentando promover a liberdade cristã, o pregador se opõe à Palavra inspirada a Pedro, que clama pela fobia dos crentes como princípio motivador do bom comportamento que deve identificá-los. Ora, o medo do legalismo e a reverência ou temor são essencialmente o mesmo sentimento, ainda que em diferentes proporções e oportunidades. Então, ao atirar no medo, matam o temor e a igreja fica irreverente, desrespeitosa e sem sabedoria.


Na furiosa luta contra o dualismo entre sagrado e profano, querendo honrar a absoluta soberania de Deus, há pregadores que empurram seus ouvintes para um mundo que jaz no maligno, igualam as coisas visíveis às invisíveis, destroem a dimensão de eternidade, incentivam a cobiça, desconstroem a santificação e ainda blasfemam contra a excelência do ministério cristão.

A apologia bíblica não é assim. Ela é responsiva, proporcional à questão, e exige que Cristo seja santificado como único Senhor no coração do crente, não a Teologia Sistemática. Um pregador não é chamado para propagandear o credo de sua denominação religiosa, mas para proclamar a Palavra Cristocêntrica de Deus.
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José Bernardo, fundou e preside a Agência Missionária de Mobilização Evangelística - AMME, ministério que já ajudou mais de 50 mil igrejas em todo o Brasil a apresentar o Evangelho a mais de 130 milhões de pessoas.

2 comentários:

  1. É isso Bernardo. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e não nos deixe perder das verdades bíblicas. Parabéns amigo.

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É bem vindo seu comentário que honre e exalte a santidade do Senhor.