10 de fev de 2016

Nulidade profética

José Bernardo

O cenário evangélico brasileiro se caracteriza pela diversidade que todos os produtos alcançam na curva de maturidade. Há uma infinita variedade de propostas eclesiais, cada uma buscando um nicho de mercado para assegurar audiência e sustentabilidade. Uma igreja para cada gosto, um deus para cada crente, e muita gente protesta.

O profeta Balaão e a mula, Rembrandt - 1626.
Tanto protesto não me anima, no entanto. Escárnio, zombaria, chocarrice e parvoíce enchem o Facebook de crentes perfeitos, capazes de assumir a posição de Deus no julgamento dos simonistas. O fato é que essa reação estéril nada mais é do que marketing de guerra, um ataque propagandístico aos concorrentes para provar que um produto é melhor do que outro.

Recentemente visitei a página de um jovem que desacatava alguma ideia absurda sobre ‘profeta vivo’ resumindo que não há profetas vivos. É uma pena, porque, é a falta de profetas vivos que está causando tanto dano: “Não havendo profecia, o povo perece” Pv 29:18.

Nós precisamos de profetas vivos nesse tempo, crentes que abandonem a apologética de camelô e preguem a Palavra de Deus com o sincero interesse de vê-la produzir transformação. Se cremos no poder da Palavra de Deus, dediquemo-nos a pregá-la. Se sabemos que a Igreja pertence a Deus, o trigo e o joio juntos até o dia final, confiemos nosso ministério a Deus para sermos usados por ele na conversão e transformação de vidas.

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José Bernardo, fundou e preside a Agência Missionária de Mobilização Evangelística - AMME, ministério que já ajudou mais de 50 mil igrejas em todo o Brasil a apresentar o Evangelho a mais de 130 milhões de pessoas.

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