10 de fev de 2016

Marketing absurdo

José Bernardo

A administração baseada na dinâmica de mercado, o marketing, é meu estilo preferido de administração e creio que é o mais eficaz. Contudo, detesto ver as técnicas de marketing substituindo o debate sobre a verdade. Vender uma ideia não é a mesma coisa que fazer apologia. Infelizmente, muita gente parece ignorar ou, convenientemente, finge não saber isso. Recentemente, tive a infelicidade de ver pretensos acadêmicos lançando mão de estratégias de promoção de suas ideias que em nada colaboraram para firmar a verdade.

Quando se procura ocupar uma posição na mente do cliente, reposicionando o concorrente em uma categoria de menor valor, isso é posicionamento, isso é marketing. Um exemplo é dizer que o calvinismo, apenas, é uma teologia reformada ou que exclusivamente exalta a soberania de Deus.


Quando se substituem fatos e informações verificáveis pelo testemunhal de uma figura pública positiva, como quando se citam autores conhecidos e respeitados em substituição a uma construção racional, isso é marketing, não argumento.

Quando se propagandiza uma hipótese ou versão alternativa como verdade, conferindo-lhe aparente concreticidade pela insistência e dramaticidade da apresentação, isso é marketing, e é inadmissível para substituir a hermenêutica bíblica. Vemos isso na defesa de uma doutrina espúria como o cessacionismo, por exemplo.

Por trás dessa vergonhosa substituição da verdade está a miserável incapacidade de considerar os outros superiores, a arrogância da falsa sabedoria.
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José Bernardo, fundou e preside a Agência Missionária de Mobilização Evangelística - AMME, ministério que já ajudou mais de 50 mil igrejas em todo o Brasil a apresentar o Evangelho a mais de 130 milhões de pessoas.

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