16 de fev de 2016

Crise vocacional 2

José Bernardo

Por todo lado há eventos para discutir o que adolescentes e jovens devem fazer do resto de suas vidas, mas, nesses dias, a questão das vocações toma contornos bem peculiares. A possibilidade de um jovem decidir se dedicar ao ministério cristão é diminuída pelo horror que a secularização e o crescente materialismo têm a isso, tanto como pela sedutora ideia de que se pode servir a Deus fazendo qualquer coisa que dê prazer, bastante dinheiro e status.

Mesmo algumas agências missionárias endossam essa equivalência de vocações e desconsideram o ensino bíblico sobre a excelência do ministério cristão. É como dizer aos jovens que se dediquem a qualquer outra coisa e não à evangelização. De que modo o chamado para o ministério cristão desceu para o nível de todas as vocações humanas, senão abaixo? A mim parece óbvio. Na medida em que o foco já não está naquele que chama, mas em quem é chamado, a vocação para o ministério perde a importância.

A pesca maravilhosa,1618-19, Peter Paul Rubens

De fato, se os critérios para definir vocação forem capacidades e habilidades pessoais, preferências e ambições de quem é chamado, qualquer outra carreira será considerada. Mas, quando a vocação for vista a partir de Deus que chama, quando a maior aspiração for fazer a vontade dele, cada jovem cristão ouvirá o chamado de ir pelo mundo todo e pregar o evangelho a todas as pessoas.
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José Bernardo é o fundador e presidente da Agência Missionária de Mobilização Evangelística – AMME evangelizar, ministério que já ajudou mais de 50.000 igrejas a apresentar o Evangelho a mais de 130 milhões de pessoas.

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