23 de out de 2015

Os jovens e a cidade

A tríplice crise da pós-modernidade

As cidades impõem profundas mudanças nas pessoas, no modo de verem o mundo, em suas expectativas e em seu comportamento. São essas mudanças que definem a pessoa pós-moderna. A urbanização no Brasil, que se acelerou a partir da industrialização na década de 50, agora concentra mais de 82% dos brasileiros em cidades (IBGE2110). Ao mesmo tempo ocorreu o desenvolvimento da Igreja Evangélica, também um fenômeno essencialmente urbano e pós-moderno. Dentro dessa realidade, vemos o jovem e o jovem evangélico.

O primeiro efeito da urbanização se observa na fé. Pessoas de diversos tipos e profundidades de conhecimento se aglomeram no espaço restrito das cidades. Para conviver, negociam a tolerância das diferentes crenças e a fé deixa de ser um elemento significativo para o agrupamento. Isso lança as pessoas no individualismo e no relativismo. Nessa crise de fé os jovens perdem-se em dualismos, conflitos, fé aparente, transitória e em desvios.

Não sabendo em que crer, logo não sabem o que esperar. A vida eufórica dos centros urbanos parece reduzir o tempo, absorvendo as pessoas em um turbilhão de atividades. Vêm o imediatismo e a sensualidade, e os planos limitam-se ao final de semana, de bebedeira para uns e de louvorzão para outros. Reduz-se a dimensão da eternidade, tudo o que importa é o que pode ser sentido: instala-se a crise da esperança.

A crise de fé gera a crise de esperança que gera a crise de amor. Sem saber em que crer, as pessoas não sabem o que esperar, sem saber o que esperar também não sabem o que fazer. O amor se torna um mero sentimento, deixa de ser prático, deixa de ser o comportamento da bondade. As pessoas já não decidem o que fazer, são arrastadas pelo fluxo da multidão no senso comum e no consumismo.

A resposta evangelística e evangélica para essa tríplice crise da pós-modernidade é o ser Igreja, ser o verdadeiro Corpo de Cristo. Que os jovens tenham a oportunidade de encontrar um organismo espiritual formado por membros solidamente unidos pelos vínculos da paz. Nesse contexto eles poderão verdadeiramente saber, esperar e agir. “Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior (mais duradouro) deles, porém, é o amor.” 1Co 13:13.

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