5 de dez de 2014

Seja forte e lutemos

Série OQDQ?

“Vendo Joabe que estava cercado pelas linhas de combate, escolheu alguns dos melhores soldados de Israel e os posicionou contra os arameus.
Pôs o restante dos homens sob o comando de seu irmão Abisai e os posicionou contra os amonitas. E Joabe disse a Abisai: "Se os arameus forem fortes demais para mim, venha me ajudar; mas, se os amonitas forem fortes demais para você, eu irei ajudá-lo. Seja forte e lutemos com bravura pelo nosso povo e pelas cidades do nosso Deus. E que o Senhor faça o que for de sua vontade".
Então Joabe e seus soldados avançaram contra os arameus, que fugiram dele.
Quando os amonitas viram que os arameus estavam fugindo de Joabe, também fugiram de seu irmão Abisai e entraram na cidade. Assim, Joabe parou a batalha contra os amonitas e voltou para Jerusalém.” 2 Samuel 10:9-14

Fazer ou não fazer? Em nosso relacionamento com Deus, há muito o que esperar, tornando-se verdadeiramente dependente dEle. Porém há coisas que são urgentes fazer. Você já se sentiu entre uma coisa e outra, na difícil escolha de esperar ou fazer? Esse texto vai nos ajudar a decidir. Veja como o generalíssimo Joabe foi bem sucedido em fazer o que estava ao seu alcance e, ainda assim, depender de Deus para o que ainda precisava ser feito.


Vendo Joabe que estava cercado
(1006 aC) O rei Davi conquistara um bom relacionamento com o rei de Amon, no território da atual Jordânia. A milenar cidade de Amã já era sua capital. Aconteceu que o rei de Amon morreu e seu filho subiu ao trono. Davi achou por bem enviar embaixadores para prestar homenagens ao rei morto e reafirmar a diplomacia com o novo rei, Hanum. Os príncipes de Amon, então, fizeram intrigas contra Davi, acusando os embaixadores como espiões. O novo rei os prendeu, humilhou terrivelmente e enviou de volta a Davi. Sabendo que seu ato era uma declaração de guerra, Hanum alugou soldados da federação síria: 33 mil mercenários.


Então Davi ordenou que Joabe, o comandante em chefe das forças israelenses, marchasse contra Amon. Joabe era sobrinho de Davi, filho de uma irmã mais velha. Ele era um homem de guerra, valente, ousado e um excelente estrategista. Estava habituado a vencer. Nesse momento, porém, a contagem era bem desfavorável. O exército de Israel ficou cercado pelos inimigos. Os Amonitas ficaram na retaguarda, defendendo sua cidade principal, e os mercenários ficaram no campo de batalha.

Joabe definiu uma estratégia ousada. Destacou uma tropa de elite, formada pelos soldados mais jovens, para lutar contra os Sírios. O texto diz que eles ‘os posicionou’, isto é, organizou de uma forma bem específica, para obter vantagem militar. O resto do povo ficou sob o comando de seu irmão Abisai, que também deveria se posicionar estrategicamente. Além disso, eles combinaram de apoiar um ao outro, movimentando as tropas sob seu comando conforme a necessidade.

Não havia garantias. Joabe estava em uma situação sobre a qual não tinha completo controle. Ele não estava acostumado a isso: era um homem que fazia acontecer. Então, depois de fazer tudo o que podia do ponto de vista militar, vemos Joabe indo além. Ele motiva seu irmão, e possivelmente os oficiais, chamando-os a lutarem pelo povo de Deus, invocando a aliança que Deus tinha estabelecido com Abraão e com Davi de ser o Deus em relacionamento pessoal com eles. Pensando nisso, ele entrega-se completamente a Deus, junto com todo o seu exército e o povo que representavam contra aquela poderosa força hostil: “E que o Senhor faça o que for de sua vontade". A vontade do Senhor foi dar vitória a um pequeno grupo de jovens soldados contra 33 mil mercenários sírios. Vendo seus soldados contratados Amon recuou também e a guerra acabou.

Frustrados com o resultado, os sírios chamaram reforços, se reorganizaram e ainda voltaram a atacar. Israel se reuniu sob o comando de Davi e novamente os sírios fugiram, sua confederação se dissolveu, os amonitas perderam seu apoio e Israel passou a controlar as ricas rotas de comércio na região.


escolheu alguns dos melhores
O Segundo Livro de Samuel não dedica muito espaço aos sucessos militares de Israel sob o reinado de Davi. O capítulo 10 que conta a história da vitória sobre Amon parece uma exceção aqui. Porque o Espírito Santo inspirou o Escritor a incluir essa passagem? O que Deus quer nos ensinar aqui?

Uma primeira lição pode estar já no verso 2, no início da história: “Davi pensou: "Serei bondoso com Hanum, filho de Naás...” 2Sm 10:2. No início do capítulo anterior também vemos Davi movido pela intenção de agir com bondade para com a família do rei Saul: “...a quem eu possa mostrar lealdade por causa de minha amizade com Jônatas?” 2Sm 9:1. O termo traduzido como lealdade é idêntico ao traduzido como bondade. Trata-se da expressão do caráter divino, no perdão e na perseverança nos relacionamentos. A história que vimos, particularmente, mostra que nem sempre somos bem entendidos ao procurarmos agir com bondade e algumas vezes isso nos envolve em uma grande e arriscada batalha.

Mas é a situação de um homem acostumado ao poder e a realizar tudo como quer, agora enfrentando um desafio humanamente insuperável, a outra lição que essa história nos ensina. Precisamos aprender essa entrega à aliança e à vontade do Senhor, mesmo depois de fazermos tudo o que podemos. Precisamos estar prontos para que as coisas não aconteçam como queremos, que fujam completamente ao nosso controle e que arrisquemos a perder o que mais desejamos ganhar, para que somente a Vontade de Deus seja feita. Faremos isso se confiarmos na aliança que Deus nos ofereceu e que a Vontade de Deus é melhor para nós.

Mas sempre ouvimos muito sobre esperar para que Deus nos diga qual a Sua vontade. Como podemos tomar Joabe como exemplo se ele primeiro agiu e depois esperou pela Vontade de Deus? Na situação em que Joabe estava ficou claro que tudo dependia da aliança de Deus com Israel, “...pelas cidades do nosso Deus”, e a vontade soberana de Deus, “...o Senhor faça o que for de sua vontade”. Mas, no que se refere às ações de Joabe, essa história nos remete a Eclesiastes, quando o pregador diz: “O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força...” Ec 9:10.

“O que as suas mãos tiverem que fazer” – trata da razão da ação, dos motivos para agir: a) o Senhor permitiu que o inimigo se organizasse contra Israel, isso manifestou a Vontade de Deus; b) Joabe era o comandante do exército de Israel pela vontade de Deus, lutar essa luta fazia parte de sua vocação; c) ele recebeu ordem expressa do rei Davi, autoridade instituída por Deus sobre si; d) Joabe mesmo era autoridade sobre outras pessoas, inclusive seu irmão, e devia lidera-los; e) como comandante, tinha um determinado exército sob suas ordens e era esse exército que deveria usar da melhor forma possível; f) o inimigo assumiu uma determinada posição para a batalha e isto também estava sob o controle do Senhor e refletia Sua vontade; g) Joabe também tinha conhecimento e discernimento dados por Deus e é conforme isso que deveria agir. Todas estas coisas representavam a vontade manifesta de Deus. Todas essas coisas apontavam para qual era a Vontade de Deus para Joabe e para Israel.

“que o façam com toda a sua força” – nos remete ao modo de agir: a) Joabe agiu com percepção, observando atentamente as coisas à sua volta e identificando a realidade que devia enfrentar; b) ele escolheu, tomou decisão dentro do leque de possibilidades que tinha; c) suas decisões compuseram uma estratégia bem definida, com soldados ocupando posições específicas; d) Joabe delegou, transferindo responsabilidades e poder para realiza-las; e) ele se preparou e aos seus liderados para se adaptarem a diferentes situações; f) Joabe não lutou sozinho, estabeleceu uma ampla cooperação, um pronto para ajudar o outro; g) ele motivou as pessoas sob seu comando, fortalecendo sua confiança no relacionamento e no poder de Deus.


Então Joabe e seus soldados avançaram
Nós temos nossas próprias batalhas, mas não estamos sozinhos, mesmo quando o inimigo parece ser muito forte. Se abrirmos os nossos ouvidos ouviremos Jesus repetindo conosco a aliança que fez com Israel: “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos" Mateus 28:20. Nós temos a aliança de Deus, que quer um relacionamento pessoal conosco, que quer ser o nosso Deus. Por mais difícil que seja a batalha, é ele quem decide o resultado. Então vamos oferecer ao Senhor nosso culto pleno.

Adoração: a) adore a Deus porque Ele está no controle de tudo e de todos, nada foge ao Seu grande poder; b) glorifique ao Senhor que ‘pode salvar com muitos ou com poucos’; c) exalte ao Senhor pois tudo o que está acontecendo agora Ele já viu antes.

Confissão: a) confesse quando agiu fora da vontade de Deus; b) confesse quando deixou de agir conforme a vontade de Deus; c) avalie e confesse se você se esqueceu das promessas de Deus e se deixou de confiar em sua Palavra quando as situações ficaram difíceis.

Gratidão: a) agradeça a Deus por sua fidelidade em cumprir tudo o que prometeu; b) agradeça a Deus pelas pessoas e recursos que já colocou à sua disposição; c) agradeça a Deus pelas escolhas que você pode fazer.

Súplica: a) peça que Deus faça o que Ele quiser, que cumpra completamente Sua divina promessa; b) peça pelo fortalecimento da fé das pessoas que estão com você; c) peça um coração disposto a depender de Deus em todas as coisas.


Dedicação: a) dedique sua vida a cumprir a vocação de Deus para você, e da melhor forma possível; b) consagre-se a fazer tudo da melhor maneira possível sem se esquecer que todas as coisas dependem de Deus; c) entregue-se a lutar pelas coisas de Deus, por aqueles com quem Deus estabeleceu aliança.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

É bem vindo seu comentário que honre e exalte a santidade do Senhor.