4 de out de 2014

O gosto do conflito


‘Gusto no se discute pero hay unos que merecen palos’, é o que dizia Doña Pilar Del Rosso, minha professora de francês. É um modo bem humorado de constatar que boa parte dos conflitos que enfrentamos na liderança estão relacionados com o gosto, as preferências, de cada um dos envolvidos. Embora a argumentação aparentemente lógica tente justificar essas posições subjetivas, a discussão é frustrante, cansativa e interminável.

Como líder e como administrador, tenho a tendência de atrasar o fechamento de minha posição pessoal para que outros participem. Muitas vezes isso dá a impressão de indecisão e dúvida, então sempre aparece alguém disposto a resolver a questão apresentando seu gosto particular como se fosse a última verdade do universo. Nesse momento meu senso estético, meu próprio gosto, vê falhas, erros e problemas que outras pessoas nem sempre veem. Eis o conflito, potencializado ainda em um ambiente democrático.

Seria bom poder esclarecer, em situações como essas, que o conflito está relacionado ao gosto pessoal, que os argumentos apenas parecem lógicos e, então, fixar a decisão em algo mais comum, como a quantidade do resultado, por exemplo. Mas a pós-modernidade deixou pouca coisa em comum: cada pessoa pensa que é seu próprio juiz. Na falta de rendição, resta o interminável e infrutífero conflito, com todos os prejuízos que ele traz.

No entanto, quem pode dizer que não gosta da cor do céu? Quem se atreve a dizer que faria o firmamento de outra forma? Deus ainda não teria criado o céu e a terra se estivesse discutindo conosco como deveria fazê-lo. Na verdade, “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos.” Sl 19:1. Havendo tantos gostos diferentes, parece que a esperança de vencer os conflitos e avançar é haver uma hierarquia bem definida, uma clara linha de autoridade, alguém que, em última instância possa dizer ‘Façamos... à nossa imagem e semelhança’.
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Foto: Detalhe de Jay Massey, Lovers Conflict.

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