6 de out de 2014

Antes de sair


Durante o 7º CBM estava conversando com o querido Gilberto Celeti, líder da APEC, sobre a questão vocacional. Em um momento em que até os pais evangélicos estão levando os filhos a adiar ou colocar em segundo plano o seu chamado ao ministério, eu relembrei que meu próprio chamado, durante o grande avivamento missionário dos anos 80, foi resultado das EBFs dos anos 70. Ainda posso lembrar vividamente a história de Amy Carmichael e como as lições que ela aprendeu como criança a levaram a um ministério tão bem sucedido na Índia. Sou grato a Deus pela APEC e pelo que ela representou em meu chamado desde a infância.

Na atual crise vocacional, quando o sucesso dos filhos é mais importante do que a vontade de Deus, eu resisto, já que construí uma carreira satisfatória e bem sucedida havendo me dedicado ao ministério ainda na adolescência. Devo o privilégio de ser um obreiro de tempo integral aos meus pais e à minha igreja por terem incluído as crianças no Corpo de Cristo e por esperarem delas tanta funcionalidade como dos adultos. Depois os meus pais apoiaram a minha decisão de cursar teologia antes de qualquer outra faculdade. Eles confiaram que o Senhor proveria os meios para minha dedicação ao ministério e Ele proveu. Também, sempre achei na igreja uma área ministerial em que pudesse atuar como membro funcional, seja quando criança, adolescente e depois como jovem. Houve quem valorizasse e apoiasse o meu ministério.

Sou um obreiro de tempo integral, totalmente dedicado à evangelização; o ministério que fundei já comunicou o Evangelho a mais de 123 milhões de pessoas e é a base operacional para muitos outros missionários; isso porque achei espaço para funcionar assim. Hoje, através de nossas escolas de liderança para adolescentes e jovens, Força Extra e Pacificadores, meus seminários sobre Liderança de Adolescentes, em pesquisas, artigos, palestras e conferências estamos insistindo em que a igreja continue aberta à plena participação dos mais jovens.

Estou convicto de que Deus, quem chamou tantas crianças e adolescentes ao longo da história, quer isso: que a igreja os inclua como alvos e como agentes da evangelização. É antes de sair que se decide onde ir. É na infância e na adolescência que o ministério de tempo integral se define. Se formos mais inclusivos não faltarão crianças e adolescentes dizendo: "Fala, pois o teu servo está ouvindo." 1 Samuel 3:10. Assim teremos vencido a crise vocacional.
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Para ser um Ceifeiro (intercessor/ mantenedor/ divulgador) da AMME evangelizar ligue (11) 4228 3222 ou envie um e-mail para ceifeiros@ammeevangelizar.org e um missionário da AMME ligará para você.
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Foto: Detalhe de Sir Joshua Reynolds, The infant Samuel.

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