16 de set de 2014

Missões românticas





Há algum tempo um amigo, missionário e líder de uma das maiores agências denominacionais do país confidenciava do exaustivo trabalho de envolver uma igreja com o sustento missionário e de que, quando isso acontece, os recursos nunca vêm para o sustento dele mesmo como missionário de retaguarda. ‘Queremos sustentar um missionário ‘de verdade’, que esteja no campo’, é o que dizem.

Que situação a nossa! A AMME evangelizar é, então, uma missão de retaguarda. Se o campo missionário é em alguma aldeia perdida nas savanas africanas, nós estamos longe de lá. Nosso trabalho é ajudar as igrejas evangélicas brasileiras a cumprirem sua missão bíblica de evangelizar todo mundo. Nós fazemos isso motivando, treinando, suprindo e apoiando igrejas em todo o país. Trabalhando assim já comunicamos o Evangelho a mais de 123 milhões de pessoas em apenas 14 anos de existência, desde pequenas aldeias até as maiores cidades.

O fato é que há uma romantização em missões, e isso não produz bem algum. O missionário é visto como um ser sofredor, misterioso e sobre-humano. O sustento em missões é espiritualizado e deixa de ser contado em reais para ficar entre o maná e a multiplicação dos pães. O campo se torna um lugar idílico, distante, exótico e misterioso. O trabalho dos obreiros é visto como um santo sacrifício, quase redentivo em si mesmo. Vou dizer porque a Igreja age assim: é um mecanismo de defesa, a idealização. Para evitar as dores da responsabilidade na Grande Comissão, os crentes a tornam tão ideal, tão inatingível, que não precisam lidar com ela na prática.

No entanto, eis aqui como Deus vê o trabalho de missionários, evangelistas e outros obreiros dados à igreja como presentes: “E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério...” Ef 4:11-12. Como missionários, todos temos um ministério principalmente de retaguarda. Nosso trabalho é principalmente ajudar cada crente a superar seus mecanismos de defesa e colocar mãos à obra, de modo que todos os membros cumpram sua função. Então, prometo à Igreja Brasileira que, por digno que seja o trabalho no interior da África, eu vou ficar aqui chacoalhando os crentes para que cumpram a missão bíblica deles. Ainda que aos olhos de muitos isso pareça menos louvável, nada romântico, é bíblico e muito produtivo. Sou esse tipo de missionário.
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Participe de nosso ministério. Seja um Ceifeiro (intercessor/ mantenedor/ divulgador) da AMME evangelizar. Ligue (11) 4228 3222 ou envie um e-mail para ceifeiros@ammeevangelizar.org e um missionário da AMME ligará para fazer o seu cadastro.
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Foto: Detalhe de Erick Ayoti (Kenia/ contemporâneo), Church Ladies

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