22 de set de 2014

Longanimidade?


Recentemente me vi em uma situação em que tive que reavaliar a escolha de não confrontar imediatamente um discípulo que está errado, mas dar tempo ao arrependimento. Muitas vezes, nesses casos, o tempo que damos serve apenas para que a pessoa, sentindo-se impune, se aprofunde no erro e a situação se torne tão ruim que depois exija uma medida extrema.

Sempre me deixa perplexo a falta de autocrítica de pessoas que, mesmo depois de terem recebido a Palavra por muito tempo, são incapazes de perceberem que estão erradas e usarem o tempo da longanimidade do líder para se acertarem. Infelizmente o funcionário, a quem se releva um atraso, logo se torna tão negligente que precisa ser demitido. O discípulo irritadiço, que se rebela a título de ‘sinceridade’, se endurece de tal forma e se torna tão agressivo que precisa ser severamente punido ou excluído.

Um resultado assim leva o líder a questionar se a paciência ou a longanimidade são mesmo uma boa escolha. Hoje meditei sobre a atitude de Jesus para com o Mensageiro e uma certa mulher da Igreja de Tiatira (Apocalipse 2:19-23): "E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua fornicação; e não se arrependeu". É interessante que a longanimidade de Jesus obteve o mesmo resultado ruim que as vezes obtenho. A mulher se tornou mais e mais pecadora e ainda contaminou a muitos exigindo uma correção radical na igreja, que incluiu enfermidade, tribulação e morte.

Eu queria que fosse mais fácil, mas não é. Saber usar a longanimidade é um dos grandes desafios que enfrentamos como líderes. Examinando a carta de Jesus a Tiatira, tomo três lições para mim: 1. Não posso medir a validade da longanimidade pelos resultados, devo crer que é um fruto do Espírito e deve fazer parte de meu caráter como líder, mesmo que produza um pecado maior e exija medidas mais extremas; 2. A longanimidade não é o mesmo que tolerância, já que Jesus considerou certo dar tempo à mulher para o arrependimento, mas reprovou o Mensageiro da Igreja pela tolerância (v. 20); 3. Finalmente, eu devo examinar a mim mesmo e ver se não estou nesse tempo para o arrependimento em minha própria vida. Que Deus nos ajude.
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Foto: Detalhe de Frederic Leighton, Jezebel and Ahab Met by Elijah.

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