21 de set de 2014

A solidão da liderança


Um dos pastores que me entrevistou no processo para a ordenação ao ministério pastoral me perguntou se eu estava pronto para a solidão. Ele me explicou que até aquele momento eu era um entre muitos membros, mas quando fosse ordenado seria naturalmente isolado por causa da responsabilidade da função. A longo dos anos tenho sido frequentemente afetado por essa realidade: a solidão da liderança.

Não tentarei agora explicar como ou porque essa solidão acontece, mas quero confessar que ao longo dos anos senti a tentação de fazer dos liderados, pares com quem eu pudesse compartilhar minhas fraquezas, dores e esperanças. Não consegui. Me defrontei com uma fria impossibilidade, a qual Jesus descreveu assim: “O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre.” Lucas 6:40.

O que Jesus estava dizendo é que um líder não pode ensinar ao liderado mais do que ele mesmo sabe. Fica implícito também que, para a sabedoria que é baseada na experiência, na medida em que o liderado aprende e o líder também, não é fácil que se igualem. Além disso, o líder é procurado como supridor, como ajudador, como alvo da esperança e, não raro, das frustrações da comunidade que lidera. Na prática, enquanto se dedica totalmente aos liderados, o líder vê diminuírem seus próprios relacionamentos.

É possível que a solidão da liderança tenha um propósito, como se vê em Jesus: “Todavia, as notícias a respeito dele se espalhavam ainda mais, de forma que multidões vinham para ouvi-lo e para serem curadas de suas doenças. Mas Jesus retirava-se para lugares solitários, e orava.” Lucas 5:15,16. Na falta de companheiros com os quais possa rir e chorar, o líder encontrará saúde emocional e companhia mais satisfatória na oração. Oremos então!
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Foto: Detalhe de Andrea Mantegna, The Garden of Gethsemane.

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