2 de mar de 2014

A natureza sexual

Leitura: 5 minutos
Reflexão que apresentei na conclusão do terceiro dia da IV Consciência Cristã Teen, sobre o tema 'A família e os papéis masculino/ feminino', tratando dos quatro elementos da natureza sexual que definem os papeis masculino e femino que os adolescentes devem ter aprendido com os seus pais.

“Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão.
Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra.
... E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o sexto dia.” Gn 1:26-28 , 31.

Estamos em um momento de nossa história em que o egocentrismo e o egoísmo corromperam de modo ainda mais profundo a natureza sexual do ser humano. Já ouvi mais de uma vez garotos dizerem que são ‘bonitos demais para serem heterossexuais’ e isso reflete uma verdade: o egocentrismo faz com que uma pessoa não procure a outra diferente de si, apenas mais de si mesmo. Eis o narcisismo, o desejar viciosamente somente a si, a base da confusão sexual. Mas não é somente o homossexualismo; a promiscuidade, a infidelidade, a falta de compromisso, a alienação parental, a rebeldia filial, o divórcio também tem o egocentrismo como causa comum. É o ser humano adorando a si mesmo, não ao Criador.

Esse texto que lemos antes explica o desígnio do ser humano e responde as perguntas fundamentais da vida: de onde viemos? Porque estamos aqui? Para onde vamos? No verso 26 ficamos sabendo que: 1) Fomos criado conforme o plano de Deus: “Façamos o homem à nossa imagem”; 2) Fomos criados conforme a aparência de Deus: “conforme a nossa semelhança”; 3) Fomos criados conforme o propósito de Deus: “Domine ele sobre os peixes do mar”.

No verso 26 vimos o plano e nos versos 27 e 28 vemos o relatório da realização. Primeiro ficamos sabendo que de fato o desenho e a referência de Deus em nós foram realizados: “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou;”. Deus criou homem e mulher para serem administradores do mundo que Ele quis criar. A novidade é que quando se trata da realização desse propósito de Deus, lemos o seguinte: “homem e mulher os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: Sejam férteis e multipliquem-se!”. Deus definiu a natureza sexual do homem e da mulher como o meio pelo qual o ser humano seria o administrador das coisas de Deus. Essa natureza sexual consiste em quatro elementos
que ficam bem explícitos no texto:

  • Identidade sexual “homem e mulher os criou”. Literalmente ‘macho’ e ‘fêmea’ – a identidade definida por duas referências, pela anatomia (órgãos sexuais e outros), bem como pela diferença complementar (dimorfismo sexual).
  • Impulso sexual “Sejam férteis”. A fertilidade obviamente se refere à capacidade fisiológica de ter filhos, e a vontade de fazer isso, associada ao prazer que proporciona, faz parte dessa capacidade. Portanto o interesse no sexo é significativo aqui.
  • Preferência sexual “multipliquem-se”. Nem a identidade sexual, nem o impulso sexual podem ser dissociados entre si, nem podem ser separados do terceiro aspecto da natureza sexual que é a heterossexualidade que permite o ‘multiplicar-se’. 
  • Fidelidade sexual - “Encham”. Há uma medida que deve ser preenchida e isso sugere a continuidade do relacionamento sexual dentro do contexto da família, uma vez que a ideia de encher uma medida determina a manutenção do que é obtido anteriormente.
Essas quatro características da natureza sexual não se dissociam e quando subsistem em perfeição, somente assim, completam o plano de Deus para o ser humano e para a natureza que ele deve administrar. Contudo o pecado afetou a natureza sexual e, portanto, a capacidade humana de administrar, trazendo consequências para toda a natureza. Qualquer dos quatro elementos da natureza sexual que esteja corrompido pelo pecado afeta toda a pessoa e também a sociedade e a natureza: a) não entender ou não aceitar sua identidade sexual; b) ter um impulso sexual descontrolado – fora de hora, fora de intensidade, fora do desígnio; c) ter uma preferência sexual equivocada que torna a multiplicação inviável; d) não manter a continuidade que completa a medida.

O Evangelho, o Governo de Deus sobre nossas vidas, nos orienta de volta ao plano original de Deus. Portanto, a sexualidade humana também deve ser corrigida pelo Evangelho em qualquer coisa em que o pecado a tenha perturbado e desviado. Essa correção é feita pelo ensino, pelo discipulado, conforme a Palavra de Deus: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.” Jo 8:32.  Nisso, uma família que vive conforme o plano de Deus, pais e mães que vivem sua sexualidade designada por Deus, serão capazes de transmitir a seus filhos o perfeito conhecimento da verdade, não somente por palavras, mas também pelo exemplo, ou seja, não ensinando apenas, mas ensinando a obedecer, servindo como modelo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

É bem vindo seu comentário que honre e exalte a santidade do Senhor.