14 de fev de 2014

Públicos de missões

Um problema tanto comum quanto grave em comunicação é ignorar o receptor da mensagem. Sem saber que código ele conhece e qual a sua disponibilidade é difícil garantir que ele receba ou compreenda a mensagem que se deseja transmitir. Isso também acontece em missões, quando um missionário ou um promotor procura mobilizar vocacionados, mantenedores e intercessores: a resposta é baixa porque a mensagem não alcança apropriadamente o público a que se destinava. 
Creio que o público para missões, a Igreja toda, está cagegorizado pelas diferentes maturidades de seu relacionamento com Deus, e isso define o que ouvem da mensagem sobre missões. Eu tenho escrito e falado frequentemente sobre essa maturidade relacional, quase sempre sob o título de Gestação Espiritual, já que parti das idéias de Paulo quando escreveu aos gálatas. 
Identifico um primeiro e maior público que são os neófitos, os crentes recém chegados ou aqueles cujo desenvolvimento espiritual parou na primeira fase. Esses crentes veêm a Deus como criador, e se relacionam com ele na base do 'toma lá dá cá'. Tais crentes só entendem a linguagem das vantagens, só se envolverão com missões se entenderem que isso lhes trará algum tipo de benefício pessoal, alguma bênção. 
Um segundo público, talvez dez vezes menor do que o primeiro, é o daqueles crentes que tiveram um encontro com o poder de Deus, aprenderam a temê-lo e submeteram-se a ele como verdadeiros escravos. Esses crentes ouvirão a voz da autoridade, prestarão atenção nos mandamentos, atenderão aos chamados de missões atemorizados pelas consequências. 
Se contamos o segundo público em décimos, temos que contar o terceiro público em centésimos. Esses são os amigos de Jesus, crentes tão próximos de Cristo que são movidos pela graça. Eles ouvirão a mensagem de missões se entenderem que agrada a Jesus, e cumprirão com alegria o plano divino. 
Finalmente há aqueles crentes cujo caráter já foi tão profundamente mudado pela atuação do Espírito Santo que eles ouvem a mensagem de missões e agem de acordo com ela porque sentem como Deus sente. Quantos são eles, e onde estarão? 
Quando você escrever sobre missões, ou falar sobre evangelização, procure perceber qual dessas classes  está diante de você e direcione a mensagem a ela. Fale de modo que as pessoas compreendam, comunique de modo a levá-las à ação. A nossa esperança é que, crescendo em amor, todos os crente atendam à mensagem missionária pelo motivo de Deus.

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