16 de fev de 2014

A construção da masculinidade

Leitura: 5'40''
Que dizer quando um adolescente recente não está achando o caminho para a construção de sua masculinadade e começa a mostrar pendores homossexuais, seja na atração pela pornografia, em hábitos femininos, ou até na busca de jogos sexuais? Precisei tratar desse tema recentemente no aconselhamento e aqui estão alguns aspectos que considerei.

A confusão de identidade. Com o início da puberdade, o sentido de identidade é diminuído no adolescente. Deus fez isso para que eles pudessem construir sua nova identidade de acordo com suas experiências e escolhas em um corpo que se transforma rápida e completamente. É comum que essa confusão atinja até mesmo a identidade sexual, principalmente considerando que a sexualidade traz necessidades e sensações novas e muito intensas, manifestando-se inicialmente sem muito controle. Seu filho pode estar passando por isso.

O pecado da pornografia. A confusão de identidade passa, e mesmo a confusão de identidade sexual, na maioria dos casos, vai sem deixar marcas. Muitos adultos saudáveis relatam momentos de confusão no relacionamento com um amigo do mesmo gênero no início da adolescência. Contudo, a atividade sexual baseada nessa confusão, tanto a pornografia, como a masturbação ou até interações homossexuais podem fixar comportamentos viciosos que serão difíceis de superar. A pornografia é um exercício sexual porque utiliza as mesmas áreas do cérebro que seriam utilizadas para fazer sexo. Da mesma forma a masturbação. As sensações de prazer são gravadas na memória com o objetivo de serem repetidas e por sua natureza e intensidade podem estabelecer um comportamento que não será superado facilmente.

Manter a comunicação. A comunicação entre o adulto e o adolescente, em casos como esse é quase sempre como você descreveu: tenta-se resolver o assunto de uma vez só, como um salto do errado para o certo e não como a extensa e difícil caminhada que realmente é. Eu diria que um dos motivos é o receio do adulto de que, dando "pano para manga", vá aprofundar ainda mais o problema. É como se não quisesse olhar muito para não ver o indesejável. Reabra a comunicação com seu filho,
será necessário tratar desse assunto de modo higiênico, lavando seus pés e mantendo-os limpos. Será necessário conversar com ele todos os dias sobre o assunto, orar todos os dias sobre isso. Purificá-lo é a única maneira de mantê-lo puro.

A fé racional. Seu filho começa a ser capaz de conversar e argumentar. A fé afetiva da infância não é mais suficiente para ele. Agora é necessário construir uma posição com argumentos sólidos, e esse é um dos objetivos daquela comunicação que deve ser mantida aberta. Construa com seu filho uma sólida fé sobre o que é ser homem, por que o homossexualismo é pecado, por que somos pecadores e sobre como vencemos o pecado. Não permita, por exemplo que seu filho seja enganado fora da igreja pela legalização do comum, nem dentro da igreja pela anomia, isto é, pelo pensamento herético de que a graça cancelou a Lei. Deus continua tendo o padrão de santidade para o ser homem; a graça é o poder que recebemos para satisfazer esse padrão.

A perspectiva da luta contra a carne. Seu filho está lutando contra a carne e a luta dele não será nem um pouco diferente da de qualquer outra pessoa. Ele não pode ter a ilusão de que um milagre possa acabar instantaneamente com essa luta. O plano de Deus é que sejamos crucificados com Cristo para então ressuscitarmos com ele. Ajude seu filho a adquirir essa perspectiva: ele é um soldado; sua luta é contra a carne; no Corpo de Cristo ele não está sozinho e em Cristo ele pode vencer. Prepare seu filho para vestir-se da armadura espiritual todos os dias e lutar, então ele vai ficar firme no dia mal.

O Evangelho do Reino. Ensine o Evangelho do Reino ao seu filho. Ajude-o a deixar tudo para conseguir que Deus governe sua vida. Leve seu filho a colocar a vontade de Deus acima de tudo , a não viver mais mas Cristo viver nele. Essa é a única chance, a única razão para que ele rejeite o pecado. Leve seu filho à Cruz e tenha certeza de que seu velho homem morra ali!

Finalmente, sobre esse assunto, deixe-me lembrar a história de Esaú e Jacó. Menciono isso porque muitas vezes mais do que poderia considerar coincidência, vejo a disputa de dois irmãos, meninos nascidos em seqüência, resultar em um ser 'do pai' e outro ser 'da mãe'. O menino 'do pai', geralmente o mais velho, aquele que leva o nome, a aparência, a herança e a bênção, também ocupa todo o espaço da masculinidade. O segundo irmão fica do lado da mãe, absorve parte de sua feminilidade nas tarefas no modo de enfrentar os problemas e eventualmente até mesmo na aparência. No caso de Jacó isso só se resolveu com a separação. Fora do território marcado, longe dos papeis definidos em sua desvantagem, Jacó encontrou uma nova identidade, um novo nome, estabeleceu novas relações e redefiniu seu futuro e o de seus descendentes. Parece ser um arquétipo interessante na construção da masculinidade.
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