22 de jan de 2014

Vocação I - Aos pais e líderes

3:50 minutos de leitura
Aos pais, líderes e pastores de adolescentes e jovens, alegria e paz do Senhor que nos concedeu o privilégio de nos tornarmos seus cooperadores. Sei que desde o final do ano que passou e em especial nesse início de ano, muitos de vocês estiveram lidando com a entrada de seus jovens no ensino universitário e é sobre isso que desejo lhes falar.

A escolha de uma carreira profissional é feita bem cedo em nosso sistema. Não vou discutir os problemas que isso acarreta, mas tenho que fazer vocês notarem que entre testes vocacionais, pesquisas sobre os melhores cursos, discussões sobre carreiras melhor remuneradas, visitas a universidades, conversas com quem já esta cursando, pouco ou nada se ouve da possibilidade de adolescentes e jovens escolherem a carreira ministerial. De alguma forma, a decisão de se tornar um pastor, evangelista ou missionário, em se dedicar ao ensino da Bíblia ou à administração eclesiástica está sendo empurrada para outro momento da vida.

Há três ou quatro décadas ainda se faziam apelos missionários para jovens e adolescentes dedicarem suas vidas ao ministério, e os Institutos Bíblicos andavam cheios de uma juventude desejosa de ir pregar até os confins da terra. Os seminários vazios, substituídos por raquíticos cursinhos de teologia em uma salinha da igreja, a idade dos alunos beirando a aposentadoria, atestam a lateralidade que a carreira ministerial tem em nosso contexto. Isso para não falar da mesquinha e limitada ambição dos poucos alunos em conquistarem uma posição privilegiada e cômoda em uma igreja grande ou se tornar um astro do tele-evangelismo.

Penso nas razões para isso. Creio que a primeira é que o adolescente não é visto como parte da Igreja, seu ministério não é levado a sério e muitas famílias os veem mais como um investimento que precisa dar lucro no futuro. Isso nos leva ao segundo aspecto que é o materialismo que empurrou a fé para o plano de uma atividade secundária, quase um hobby que se pratica quando sobra tempo. Finalmente há o fato de que o ministério não é visto como carreira, e isso parece fazer muito sentido para algumas pessoas. Então, um adolescente pensar em ser missionário ao invés de engenheiro ou veterinário está fora de cogitação.

Paulo não pensava assim ao recrutar o jovem Timóteo quando ele teria seus quinze ou dezesseis anos, e treiná-lo com todo cuidado para o ministério. Mais tarde, reafirmando o valor da carreira ministerial, ele a comparou com a carreira ideal dos jovens daquela época: alistar-se no exército, destacar-se como atleta e finalmente adquirir uma propriedade agrícola (2Tm 2:3-6).

Quando é o momento de alguém optar pela carreira ministerial? Devo dizer que é justamente quando os adolescentes e jovens estão optando por qualquer outra carreira. Insisto com vocês em que levem o ministério dos adolescentes e jovens a sério, deixem de lado o materialismo e vejam o ministério como uma carreira que pode trazer grande realização para seus filhos. Orientem-nos para essa excelente escolha e apoiem-nos nisso.

Recentemente escrevi o livro ‘Subindo para missões’ que promove a excelência da vocação ministerial e a importância da qualificação. Esse livro pode ser baixado em http://www.evangelizabrasil.com/?p=22947. Também iniciamos um grupo para vocacionados no FaceBook para apoiar os sonhos, planos e ações de quem já ouviu o chamado de Deus (www.fb.com/groups/enviamme). Esses recursos podem ajudar vocês a se posicionarem em orientar seus adolescentes e jovens para a melhor carreira que eles poderiam escolher.

Seu para evangelizarmos todo mundo,

José Bernardo
AMME Evangelizar.

Se o meu ministério tem sido uma bênção para você e deseja cooperar financeiramente, deposite sua oferta para José Bernardo, Banco Itaú, ag. 3785, c/c 07051-1.

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