9 de jan de 2014

Tendas provisórias.

Então surgem as opções para evitar dízimos e ofertas que sustentem os obreiros. A mais frequentemente é a do ‘fazedor de tendas’. Porque os missionários não sustentam a si mesmos trabalhando? (como se ensinar a Palavra não fosse trabalho, e o mais digno). O amor ao dinheiro provocou tal desvio da fé que há quem se orgulhe de não receber seu sustento do trabalho missionário, e muitas igrejas se orgulham de não sustentar seus obreiros. Bem disse o apóstolo Paulo que logo as pessoas teriam orgulho de coisas que deveriam se envergonhar. Aqui está uma delas.

A base para o missionário fazedor de tentas reside em apenas um texto: “...e, uma vez que tinham a mesma profissão, ficou morando e trabalhando com eles, pois eram fabricantes de tendas.” At 18:3. Paulo chega à metrópole de Corinto, uma cidade cara, vibrante de atividades, que sediava os Jogos Ístmicos a cada dois anos, e que recebia gente de todo lugar. Que campo missionário! E onde estava o dinheiro! Mas Paulo, como todo judeu de elite, tinha uma profissão manual, sabia trabalhar com couro, e achou um casal rico, vindo da capital, que lhe deu emprego. Durante a semana Paulo trabalhava e no sábado ia para a sinagoga ensinar.

Podemos até aceitar, embora a Bíblia não o diga, que Paulo tenha trabalhado desse modo outras vezes. Se ele achava isso normal, se pensava que poderia ser uma regra, isso não! Veja o que vem em seguida: “Depois que Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo se dedicou exclusivamente à pregação, testemunhando aos judeus que Jesus era o Cristo.” At 18:5. Depois de estabelecer aquela igreja e partir para a próxima cidade, quanto precisa escrever uma carta aos crentes que ficaram ali, Paulo revela porque parou de trabalhar quando Silas e Timóteo chegaram: “...pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram aquilo de que eu necessitava...” 2Co 11:9. Estava restabelecido o financiamento divino, uma igreja, provavelmente a de Filipos (Fp 4:15), estava sustentando a obra missionária enquanto a igreja de Corinto ainda amadurecia.

Embora fosse bastante seletivo em receber ofertas, e ainda que tivesse trabalhado para o próprio sustento na falta de mantenedores, fazer tendas era uma exceção. Não a regra. Paulo cria no financiamento divino para a obra missionária: “O que está sendo instruído na palavra partilhe todas as coisas boas com aquele que o instrui.” Gl 6:6. Ele também repetiu para Timóteo o mesmo ensino de Jesus “o trabalhador merece o seu salário”, aplicando a eles a ideia de não impedir o boi de comer enquanto trabalha, bem como estabelecendo um escalonamento salarial relacionado à qualidade do trabalho do obreiro, valorizando especialmente aos que sabem ensinar a Palavra (1Tm 5:17,18). (Do livro 'Subindo para missões', José Bernardo - Cap. 12)

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