3 de dez de 2013

Turnover

Aos mordomos do Reino, encarregados de administrar com generosidade os dons de Deus, alegria e paz do Senhor. O tema sobre o qual escrevo hoje afeta a maioria de nossos ministérios e merece a nossa atenção.

É verdade que qualquer empreendimento é formado de pessoas com visão e objetivos. Na igreja e nos ministérios cristãos isso é ainda mais verdadeiro, uma vez que somos o Corpo de Cristo. Por isso, quando perdemos pessoas estamos perdendo membros, partes de nossa visão e objetivos. Por outro lado, quando mantemos pessoas cuja visão e objetivos não estão alinhados com os outros membros, todo o Corpo é prejudicado. Há quem não dê a isso a mínima atenção, mas empreendimentos, igrejas e ministérios são bem sucedidos quando podem manter as pessoas certas por mais tempo – o turnover mínimo.

Em qualquer organização, com qualquer pessoa e a qualquer momento, há uma característica que permite manter o turnover na menor taxa possível: a flexibilidade. Particularmente em ambientes de mudanças rápidas, onde a adaptação é característica fundamental, visão e objetivos precisam ser ajustados com frequência. Se as pessoas são flexíveis mantém-se a manobrabilidade, mas, se as pessoas não podem ou não querem mudar tudo é colocado em risco.

Entre as pessoas que não são flexíveis há pessoas cujas limitações não permitem atender à nova visão e os novos objetivos. O que fazer com elas? Por outro lado, há pessoas que poderiam mudar, mas não mudam. Entre estas temos o resistente passivo, aquele que diz que vai mudar e não muda; há o preguiçoso, desmotivado para a mudança; há o dispersivo, que aproveita a mudança para individualizar-se; há o turrão, que se sente mais seguro em manter tudo como está. A mudança é difícil e sem flexibilidade se torna impossível.

Manter a mobilidade do corpo social exige conquistar um alto nível de flexibilidade. O primeiro desafio reside na contratação: uma boa definição de função e parâmetros de avaliação, uma integração suficientemente profunda e treinamento adequado ajudam muito. O acompanhamento diário, os programas de incentivo e de reciclagem, a liderança próxima, tudo isso é necessário para manter o membro integrado e funcional. A avaliação seguida de decisões transparentes e objetivas, inclusive a demissão nos casos de disparidade também são absolutamente necessárias.

Já capitaneei muitas mudanças e às vezes enfrentei a falta de flexibilidade em algum nível. Cada vez que a manobrabilidade foi comprometida por pessoas que não podiam ou não queriam mudar foi impossível seguir em frente. Portanto chamo sua atenção para isso. Sua liderança depende da flexibilidade de seus cooperadores, se são ou não são capazes de admitirem uma nova visão e novos objetivos para manterem a efetividade na mudança de cenário.

Seu para servirmos a Cristo,

José Bernardo.

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