2 de dez de 2013

28. Ministério dos adolescentes

Aos líderes dos adolescentes, chamados para sermos servos dos servos, para que os adolescentes sejam membros integrais e plenamente funcionais do Corpo de Cristo. Que a alegria do Senhor seja a sua força.

É fácil notar que a maior parte dos ministérios com adolescentes consiste em alguns adultos trabalhando para os adolescentes. Alguns se esforçam por pregar a Palavra de Deus e conduzir os adolescentes a Cristo, outros se dedicam a atrair e mantê-los com muita diversão, alguns até procuram envolver os adolescentes nas atividades que criam, mas em todos os casos os adolescentes são um público passivo. Eles são receptores e ainda reclamões e exigentes. Vejo três causas principais para esse cenário. A primeira causa é eclesial. O conceito de igreja dos clérigos à qual o povo vai para ser abençoado não foi totalmente extinto pela Reforma e depois de cinco séculos volta com toda força. Da mesma forma, como o povo depende do pastor como fonte divina, também esse modelo se estabelece entre os adolescentes. Eles não são a Igreja, apenas vão a ela, na expectativa de receberem algum benefício ou milagre. Nesse caso a Igreja são os líderes adultos.

A segunda causa é o conceito mundano de adolescência. Já lhes falei outras vezes sobre isso. Nos grandes centros urbanos, em uma economia mais complexa, o adolescente não é ativo economicamente e, portanto, é segregado socialmente em tribos, compartimentos geográficos e culturais. Quando esse pensamento mundano do 'adolescente incapaz' se instala na igreja, forma-se uma agenda paralela destinada a mimá-los, sem que tais atividades tenham relevância. A terceira causa é a secularização, quando o espinheiro dos interesses materiais cresce ao redor dos crentes, impedindo que a Palavra de Deus frutifique em seus corações. Quanto mais avançada a economia tanto mais sufocada é a espiritualidade, e os adolescentes também acompanham isso, deixando de lado as coisas espirituais.

Diante desse quadro vocês devem buscar soluções para restaurar os adolescentes como membros plenos do Corpo de Cristo: completamente integrados e totalmente funcionais. Mais do que um ministério para os adolescentes ou no máximo com os adolescentes, o ministério deve ser dos adolescentes. Conectado à visão e aos objetivos da Igreja, o ministério dos adolescentes deve ser sonhado, planejado, gerido e realizado pelos próprios adolescentes. Em um ministério assim, a liderança de adultos será aquela que Jesus ensinou: de toalha na cintura, lavando os pés dos adolescentes para que eles estejam em condições espirituais de cumprir sua vocação.

Definam hoje uma rota de ações que leve seus adolescentes a serem os ministros de seu ministério, de modo que produzam muito fruto para que não sejam cortados, sequem e sejam lançados no fogo. O Senhor os abençoará se agirem assim.

José Bernardo.

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