2 de dez de 2013

27. Diversão ou serviço

Aos líderes de adolescentes, que têm a responsabilidade de guiar nossos soldados mais jovens para a frente de batalha, sejam fortalecidos no Senhor e perseverem. É o Senhor quem nos dá a vitória.

O mundo tem pensado na adolescência como um tempo de diversão em que o adolescente não precisa assumir responsabilidades, nem deve ser encarregado de qualquer serviço. No Brasil esse pensamento é reforçado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e por muitas políticas públicas como as da educação, da saúde e da segurança. A insistência nessa visão do adolescente incapaz é tão intensa que já é vista com verdade, contudo, é apenas um reflexo da realidade sócio econômica.

Na realidade rural e em situações de pobreza onde o trabalho dos adolescentes é significativo para a subsistência da família, eles são vistos como capazes e integrados socialmente. Nos grandes centros urbanos, onde se concentra a riqueza e há menor empregabilidade, o trabalho dos adolescentes não é necessário ou não é possível, eles não são empregados, nem integrados socialmente e nem são vistos como capazes. São mimados, mas não importam para a sociedade. Infelizmente a igreja tem acompanhado essa visão e, enquanto os adolescentes continuam sendo parte da igreja nos interiores são segregados nas igrejas mais ricas em horários e locais que são verdadeiros parques de diversão.

Quero que vocês entendam porque a Igreja como parque de diversão é um grave problema espiritual. O termo 'diversão' significa literalmente desvio, tomar um segundo caminho. Uma das aplicações mais práticas desse termo é a militar, onde significa a distração produzida pelo inimigo com um falso ataque para tornar mais efetivo o verdadeiro ataque. Quando a igreja admite o pensamento mundano de que a adolescência deve ser um tempo de diversão, permite aos adolescentes desviarem-se daquele que deveria ser seu caminho, direciona-os para uma falsa luta pelo prazer enquanto são atacados e destruídos por potestades e principados espirituais.

É fácil perceber esse mal quando olhamos, por exemplo, para o louvor dos adolescentes. Hoje em dia, em muitas igrejas, há tanta diversão no ritmo, nos sons, nas luzes, nas performances, que até mesmo a sensualidade toma lugar, mas não o louvor que Deus aceita. Não concordem com isso, pois certamente o Senhor abomina. Chamem os adolescentes a serem verdadeiros soldados de Cristo, levem-nos a engajarem-se na luta espiritual, que eles se sintam como continuadores da história dos heróis da fé e almejem, sobretudo, a esperança que se acha nas promessas de Cristo.

Olhemos para nossos adolescentes como pessoas que podem ser responsáveis na Igreja e diante de Deus, pessoas que podem assumir serviços necessários e importantes.

José Bernardo.

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