19 de nov de 2013

Educação Cristã III

Características ideais
Aos educadores cristãos com oração para que cumpram sua vocação glorificando a Deus. Essa é a terceira de três notas que escrevi sobre a educação cristã de crianças e adolescentes. Dessa vez quero falar sobre o modelo educacional.

Dentre as propostas existentes, considero que a Educação por Princípios seja o esforço mais distinto na proposta de uma educação cristã. Nesse modelo, a transversalidade é a característica que chama a atenção: o conhecimento bíblico não é apresentado isoladamente, mas adequadamente inserido em todos os conteúdos lecionados.

Ainda um mérito da Educação por Princípios, a concentração da Verdade em um conjunto simples de princípios a serem insistentemente repassados. Aqui substituiria o caminho dos pioneiros para a Bíblia por um fundamento bíblico desde a origem, procurando uma lista genuinamente divina: o Fruto do Espírito, por exemplo.

Outra característica, ainda por desenvolver, é uma educação do texto, isto é, uma educação solidamente baseada nas Escrituras, resgatando-se a memorização, redescoberta pela neurociência como insuperável aceleradora das sínteses do pensamento. Nossas crianças e adolescentes precisam ‘esconder’ a Palavra em seus corações.

A educação cristã deve ainda se caracterizar pela transformação. Os olhos de Deus não estão sobre os processos, mas sobre os resultados. A videira verdadeira deve apresentar frutos que permaneçam, e isso se refere à transformação da natureza humana em natureza divina.

Finalmente, nada disso será possível sem que a criança e o adolescente sejam considerados sujeitos integrais e funcionais, membros plenos do Corpo de Cristo. A secundarização desse público como pessoas incompletas e incapazes é um reflexo do construto econômico dos grandes centros urbanos.

Para assegurar a unidade dessas cinco características básicas, deixe-me lembrar-lhes com minhas próprias palavras o conhecido provérbio: "Ensina quem depende de você a conduzir-se como convém e quando for independente não deixará de agir assim.” (Pv 22:6).

Sejam santos. José Bernardo

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