19 de nov de 2013

Educação Cristã II

Aos educadores cristãos, alegria e paz. Essa é a segunda de três notas que quis escrever a vocês sobre educação cristã de crianças e adolescentes.

Antes, quando se dizia que estávamos na era da informação eu já sentia uma grande tristeza. Longe de representar um avanço, a era da informação representou um terrível retrocesso na educação. Agora pouca gente diz isso. Estamos em uma nova era e eu lhes digo qual é: estamos na era do dado – as pessoas sabem que toda a informação está na Internet, mas não a absorvem.

Para voltar à era da informação precisamos de habilidade na decodificação da informação. A nova oralidade está levando as novas gerações a um analfabetismo espontâneo. O vocabulário diminui, a capacidade de atenção se deforma, e as pessoas são cada vez menos capazes de manter uma conversa ou de ler um livro. Os pensamentos são expressos em palavras, audíveis ou não, na falta delas fica um grande ‘branco’, um vazio incapacitante.

Já para ir da informação ao conhecimento, é necessário um critério, um padrão comparativo, uma meta-narrativa. Esse critério deve ser social, mas nossa sociedade ofereceu apenas o indivíduo como referência, criando um labirinto de espelhos, intransponível. As pessoas que possuem informação não são capazes de alinharem-se porque não podem julgá-la, não são capazes de dizer se é verdadeira ou falas, importante ou irrelevante, construtiva ou destrutiva. A única coisa que sabem é se gostam ou não da informação que decodificam, e isso é inútil.

No topo dessa escada está a sabedoria, o poder de transformar informação em resultados qualificados. Para isso é necessário estar fundamentado na fé, motivado pela esperança e atuante pelo amor. O relativismo, a sensualidade e o egocentrismo de nosso tempo impedem a sabedoria.

O educador cristão se concentrará nisso, em levar crianças e adolescentes escada acima, até que sejam sábios, até que sejam capazes de usar tudo o que aprenderem para salvarem a si próprios e a todos os que os ouvirem (1Tm 4:16).

Sejam santos.

José Bernardo.

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