23 de fev de 2017

Os melhores dias

12/100

“Do tempo em que se amarrava
cachorro com linguiça.”

Não sendo propriamente um dito, essa expressão pitoresca serve como adjetivo para explicar algum tempo ou situação hipotética que seria muito superior ao presente. Pode referir-se a um tempo de maior confiabilidade das pessoas e das coisas, quando um cachorro não fugiria, mesmo amarrado com linguiça; um tempo de tanta fartura em que usar linguiça para amarrar um cachorro não traria falta. Contudo, sendo óbvio que não houve um tempo assim, é mais provável que a expressão se refira a algo que não existiu, como quando se diz ‘o dia de São Nunca’ ou ‘o lugar onde Judas perdeu as botas’. É uma expressão neutra, exceto por ser usada frequentemente para reclamar do presente e demonstrar desgosto com o que se tem.

A Palavra de Deus
“Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e antes que se aproximem os anos em que você dirá: ‘Não tenho satisfação neles’” Eclesiastes 12:1.

[V] Os versículos seguintes são usados para fazer uma descrição dramática da velhice, como um tempo em que haverá muito para reclamar, a advertência que inicia o texto também o conclui (v. 6). Duas vezes o ouvinte é instado a se lembrar, colocar uma marca para reconhecer, considerar; portanto, ouvir, atender, dar a Deus a devida importância em sua vida.

[O] A descrição que o pregador faz da velhice não tem o propósito de insultar algo que sabe ser inevitável. Ele quer apressar a medida preventiva que urge no início e no final do texto: lembrar do Criador enquanto se é jovem. Portanto, a lição que transmite é que não vivamos de um modo que teremos saudade do passado, mas que façamos imediatamente o que é necessário para ainda termos contentamento no futuro. Antecipar-se, ser proativo, preparar-se para o futuro, essa é a Palavra de Deus.


[S] Essa medida preventiva não é estranha para uma sociedade que faz seguro de vida e planos de aposentadoria. Nosso grande plano para o futuro, no entanto, deve ser valorizar Deus no presente, dar-lhe ouvido, cumprir sua vontade. Isso vai garantir que não pensemos com saudade sobre o passado, como um tempo em que as coisas eram melhores. Havendo vivido nossa história com Deus, olharemos sempre para o presente como o melhor tempo de nossa vida. E isso começa agora! Coloque em seu coração o propósito de lembrar-se de Deus, pensar nele, ouvi-lo e atende-lo hoje.

22 de fev de 2017

Palavras de libertação

11/100

“Quem fala demais
dá bom dia para o cavalo.”

É possível imaginar alguém falando tanto que, enquanto está a pé, cumprimenta o cavalo à sua altura, antes mesmo de o cavaleiro apear dele. Falar com o cavalo pode indicar que a pessoa que muito fala não escolhe bem os seus ouvintes e fala com quem não deveria, ou que é semelhante aos cavalos que precisam de freio na boca, ou que dá explicações a quem não lhe compreende. Qualquer que seja o entendimento, fica a lição de que falar muito não é bom.

A Palavra de Deus
“Mas eu lhes digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Pois por suas palavras você será absolvido, e por suas palavras será condenado" Mateus 12:36,37.

[V] Jesus estava respondendo aos fariseus que diziam que ele expulsava demônios por ter uma alguma ligação com o príncipe dos demônios. Além de mostrar a falta de razão naquelas palavras e alertar contra o pecado imperdoável de falar contra o Espírito Santo, Jesus ensinou que as pessoas ruins falam coisas ruins e isso lhes é inevitável. Então disse que, até mesmo das palavras inúteis que dizem, os seres humanos prestarão contas a Deus e afirmou que as palavras, como evidência do caráter, serão usadas para determinar a sentença que receberão.

[O] Jesus deu grande importância ao que as pessoas dizem e é fácil entender isso quando sabemos que ele as considerou as palavras como frutos das pessoas como árvores. Portanto, as palavras revelam a natureza das pessoas. É notável que Jesus ensinou ainda que mesmo a falta de falar pode trazer condenação: “Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus” Mateus 10:33. Obviamente aqui também está implícito que o modo como usamos nossas palavras revela o nosso caráter.


[S] Portanto, prevalece a ideia de que quem fala muito fala com cavalos porque são seus semelhantes. Como cavalos não sabem conter a si mesmos, e isso é semelhante ao ensino de Jesus: as palavras revelam o caráter. Ele, porém, mostrou as consequências eternas de um caráter que não foi transformado pelo Espírito de Deus. Examine hoje o que você tem falado. Suas palavras são fúteis, sem valor? Ore, peça a Deus que transforme a sua vida profundamente, até que sua boca esteja cheia da Palavra de Deus. Então, suas palavras trarão libertação para você e também para todos que lhe ouvirem!

21 de fev de 2017

Exercitando a gratidão

10/100

“Se faz de porco vesgo
para comer em dois coxos!”

Aqui está outro interessante dito gaúcho, bem ligado ao ambiente rural. Vesgo é quem tem estrabismo, condição em que, devido à falha no alinhamento dos olhos, enxerga imagens duplas. No caso de nosso dito, o porco não é vesgo, mas finge ser, isso para ter a desculpa de comer sua comida e também a dos outros. Essa é uma imagem bem sarcástica da expressão de quem tenta obter uma vantagem indevida. O porco foi escolhido justamente por representar a glutonaria, a falta de comedimento, indicando que a causa desse comportamento é, de fato, a cobiça. Lembrei desse dito ontem, quando esperava no final da fila para embarcar no aeroporto de Abu Dhabi e vi uma mulher entrando bem à frente, fingindo não ver que estava no lugar errado, exatamente como um porco vesgo.

A Palavra de Deus
"Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus servos ou servas, nem seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença" Êxodo 20:17.

[V] A ideia de cobiçar algo é a de sentir prazer em algo que não se tem, o que é do outro. Esse prazer inoportuno pode se dirigir a qualquer coisa ou pessoa. No contexto dos Dez Mandamentos, observamos que, quando transgride esse, a pessoa desobedece também a vários outros mandamentos, e principalmente se opõe à soberania de Deus que deu ao próximo e não a si aquilo que busca como objeto de prazer.

[O] Não é difícil perceber que, quando a pessoa acha seu prazer naquilo que é do outro e passa a deseja-lo para satisfazer-se, não tem prazer nas coisas que possui e nem se satisfaz com elas. Portanto, a falta de contentamento e de gratidão é a causa da cobiça. Desenvolver um espírito grato, contente com o que recebeu de Deus, ajudaria a pessoa a desviar-se da cobiça.


[S] Se você tem sido uma pessoa descontente, incapaz de se sentir alegre com o que recebeu de Deus, estará sempre desejando comer no outro cocho, sempre querendo aquilo que os outros receberam. Então, confesse esse pecado a Deus, admita que não está reconhecendo a sabedoria e o poder dele ao lhe dar tudo o que você precisa ter. Comece a exercitar a gratidão, agradecendo e achando alegria nas coisas que Deus lhe deu. Procure repartir aquilo que recebeu, pois, a generosidade é o poderoso antidoto para a cobiça. Um espírito grato é a melhor forma de louvar a Deus e reconhecer sua grandeza é um poderoso testemunho de fé.

Valores eternos

09/100

“Não está morto quem pelea!”

Característica do ‘gauchês’, a inclusão de termos castelhanos denuncia a origem ou pelo menos a região de uso mais intenso desse dito popular. Quem ainda está pelejando, ou lutando, não está morto ainda. A denúncia do óbvio indica que o esforço e a insistência em fazer alguma coisa evitam a derrota, ou criam chances mesmo em uma situação muito difícil. É mais frequentemente usado por quem quer afirmar sua decisão de perseverar e por quem está procurando motivar outros à perseverança. O risco que esse ditado esconde é perseverar no erro, insistir naquilo que não é bom, não se deixar insistir e não corrigir o próprio caminho.

A Palavra de Deus
“somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos.” 2Coríntios 4:9

[V] O apóstolo Paulo estava descrevendo aos crentes de Corinto o modo como pregava o Evangelho em meio a muitas dificuldades. Depois de descrever o poder da mensagem e a fidelidade com que pregava, ele diz que ser como frágil e pouco valioso como um vaso de barro evidenciava que o poder da mensagem procedia de Deus. Então ele descreve sua fraqueza como a de um animal perseguido por caçadores, mas nunca abandonado por Deus. Podia até ser abatido, isto é, derrubado pelos caçadores, mas não seria por isso destruído.

[O] A intenção que Paulo revela claramente no texto é que os crentes nunca tomassem os sofrimentos dos apóstolos como um sinal de fraqueza deles ou de falta de valor do Evangelho. Além do propósito de evidenciar o poder de Deus, aqueles sofrimentos leves, na verdade, e passageiros, estavam trazendo um resultado muito maior do que se poderia pensar.


[S] Paulo se via numa situação de ‘não está morto quem pelea’, mas não é à própria perseverança que ele credita isso. Primeiro ele dependia de Deus que o mantinha a salvo dos problemas, depois ele estava alcançando um resultado muito mais valioso do que se não estivesse sofrendo e, finalmente, não era para coisas materiais e finitas que olhava, mas para as espirituais e duradoura. Se você quer persistir nas lutas dessa vida, não confie em sua própria capacidade de resistir. Coloque a sua confiança em Deus, pois mesmo que você caia ele lhe colocará em pé. Também, olhe para o que você está ganhando quando insiste em fazer a vontade de Deus, é muitíssimo melhor do que estaria perdendo. Finalmente, avalie as coisas por sua durabilidade. Os valores espirituais são eternos!

9 de fev de 2017

Até que passe o perigo

A contínua ação de Deus em favor dos seus.

A., adolescente ainda no ensino médio, encontrou uma de nossas literaturas e aprendeu sobre Jesus. Filho de um líder muçulmano, criado no islamismo, vivendo em uma região muito fechada para o Evangelho, ele foi cheio de fé e desejou seguir Jesus. Na seguinte oportunidade de ir para a mesquita com sua família, ele se recusou a ir e se declarou cristão. Seu pai tentou persuadi-lo primeiro, depois o ameaçou e, como ele ainda se recusasse a cumprir as obrigações religiosas de um muçulmano e insistisse em ser cristão o pai o espancou tão severamente que o menino ficou hospitalizado durante muitos dias.

Quando se recuperou o suficiente para deixar o hospital, A. encontrou alguns amigos de infância que quiseram saber porque ele ficara hospitalizado. O garoto contou sua história e declarou sua fé, isso fez com que os amigos se voltassem contra ele e o espancassem novamente. Por causa da perseguição, A. precisou fugir de sua cidade e procurou abrigo na casa de um pastor na cidade próxima. Seu pai o encontrou e foi com vários homens ameaçar queimar a casa do pastor e a pequena igreja, caso ele continuasse abrigando A., que se viu obrigado a fugir para uma cidade maior.

Lá ele encontrou outro pastor que o abrigou no seminário. A. terminou o ensino médio e cursou teologia. Quando assisti seu emocionante testemunho de fé e perseverança, ele concluia dizendo que tinha o sonho de retornar à sua cidade e proclamar o Evangelho ali. Parecia impossível, tanto quanto que ele tivesse lido o Evangelho e sido atraído para o Reino de Deus em Cristo, resistindo à violência e perseverado no Senhor. Contei esse testemunho a muitos adolescentes e jovens no Brasil e oramos bastante por A., pelos pastores que o abrigaram e por seu futuro.

Hoje tive o privilégio de encontrar aquele pastor que recebeu A. no seminário e o acompanhou durante os últimos anos. Quando perguntei sobre o garoto, um jovem adulto agora, o pastor se emocionou muito em me contar que ele retornou para sua cidade depois de haver concluído o seminário e a faculdade de Tecnologia da Informação. Deus o abençoou e ele se destacou tanto que conquistou uma posição no palácio do governo de sua província. Ele é um líder em sua igreja e atua firmemente na evangelização de crianças, permanecendo na fé que recebeu e produzindo muito fruto para a glória de Deus.


Esse testemunho é a repetição do salmo 57! “Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa” Salmosl 57:2. Eu precisava ouvir esse belíssimo testemunho, principalmente quando estou orando por Guiné Bissau e por outros países de língua portuguesa que estão sob forte ataque do Islã. Eu precisava ter a minha esperança e alegria fortalecidas pela vida de A., a quem ainda não conheço pessoalmente, mas que sinto como se fosse meu irmão. Deus me abençoou e eu estou alegre. Quis compartilhar essa bênção com você, para que você se alegre também.

8 de fev de 2017

Não aceite imitações

07 de fevereiro

“A voz do povo é a voz de Deus.”

Antigamente usado em latim, “Vox populi, vox Dei”, essa expressão tem registros que remontam ao século VIII. Mil anos depois, no início do século XVIII, um partido inglês que lutou contra a monarquia absolutista publicaria um panfleto que tinha essa frase como título e pode ter sido responsável por sua popularização na modernidade. Como acontece com ditos tão usados e por tanto tempo, esse também tem diversos significados e às vezes são até opostos. É possível usá-lo para dizer que Deus se manifesta através da vontade do povo, e até para dizer que Deus não se manifesta, então o povo o faz no lugar de Deus. É nesse sentido menos religioso que o partido inglês usou a expressão. O que será que Deus diz sobre isso?

A Palavra de Deus
"Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos.” Isaías 55:9

[V] Isaías, depois de haver apregoado a severa punição de Israel no cativeiro, fala da restauração que Deus fará. No capítulo 53 ele descreve o Cristo detalhadamente: “...o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele...” Is 53:5. No capítulo 54, fala da Igreja: “...nenhuma arma forjada contra você prevalecerá...” Is 54:17. Então, no capítulo 55, convida “...todos vocês que estão com sede...” Is 55:1, judeus e gentios a receberem Cristo e se integrarem à sua Igreja, seu Reino. Essa é a mensagem do Evangelho, e Deus a apresenta de um modo que, entre outras coisas não é racionalizada ou imitada. Precisa ser adquirida de Deus, na fonte.

[O] Essa mensagem nos leva de volta ao verso com que toda essa passagem se inicia: “Quem creu em nossa mensagem e a quem foi revelado o braço do Senhor?” Is 53:1. Aquilo que Deus tem a dizer não pode ser imitado por ninguém mais e tem o objetivo de levar as pessoas a uma firme convicção, distinta de quaisquer ideias humanas, que não podem chegar nem perto da grandiosidade da preciosa mensagem de Deus.

[S] Esse texto nos leva a pôr de lado a ideia de que o povo possa gerar uma mensagem como a de Deus. É preciso busca-la em Deus somente, a genuína mensagem que pode satisfazer ao faminto e sedento. Depois será possível compartilhar essa mensagem divina com outras pessoas e assim também serão salvas. Mas, de nenhuma forma, diremos de nós mesmos algo nem de longe semelhante ao que Deus diz.

6 de fev de 2017

A melhor solução

06 de fevereiro

“É melhor prevenir do que remediar.”

Ditos populares como esse têm uma estrutura simples e procuram estabelecer o valor relativo das coisas e das ações. Nesse caso, agir com antecipação, fazer coisas que evitarão possíveis problemas ou dificuldades, é mais valioso do que o esforço de resolver ou solucionar situações depois que se estabeleceram. É um pensamento bastante válido enquanto não lidamos com coisas que já aconteceram ou que não podemos controlar e para as quais não há recursos suficientes para se prevenir.

A Palavra de Deus
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” Marcos 14:38.

[V] Poucas horas antes de ser traído, Jesus começou a ter pavor e a angustiar-se. Sua alma estava profundamente triste, então ele foi orar. Levou consigo os discípulos para que ficassem acordados e orassem com ele. Os discípulos, depois de haverem jantado, estavam sonolentos e dormiram. A exortação de Jesus neste verso mostra que há coisas que podemos prevenir “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação”, e outras que não, “mas a carne é fraca”.
[O] O que Jesus e o evangelista propuseram é que os crentes fiquem de guarda pela oração como a melhor medida preventiva que se poderia tomar. Isso é suficiente para aquelas coisas que podemos evitar e também para aquelas que não podemos. Encontramos em Deus o remédio para as coisas que aconteceram antes de podemos evitar e para aquelas que são tão extremas que mesmo que quiséssemos não teríamos recursos para superar.


[S] Sempre ouvimos pessoas falando de ‘orar e agir’. Elas separam essas coisas como se a oração não fosse uma ação válida. O que nos chama a atenção no Jardim do Getsêmani, é que Jesus poderia fazer qualquer coisa e resolveu orar. O Senhor de tudo e de todos, ao enfrentar coisas que poderia prevenir e outras que precisava remediar, resolveu orar. Para ele, a oração era solução tanto para umas como para outras. A oração preparou Jesus para evitar problemas na difícil caminhada que tinha pela frente, e também remediou o pavor, a angústia e a tristeza que já sentia. Então, não permita que a ideia de que prevenir é melhor do que remediar leve você a um ativismo solitário. Disponha-se a orar mais, a depender mais de Deus, tanto para coisas que pode evitar como para aquelas que precisa remediar. Diferente dos discípulos, disponha-se a orar também com amigos que estão enfrentando dificuldades. Vigie e ore!

5 de fev de 2017

Perseverar é preciso

05 de fevereiro

“Água mole em pedra dura
tanto bate até que fura.”

Este dito popular é atribuído a Ovídio, poeta romano, nascido em 43 aC e falecido cerca de 18 dC. Ele escreveu “a água que goteja perfura a pedra, não pela força, mas através da persistência”. Durante dois milênios a frase foi reescrita para se tornar mais sonora, até a forma atual. Na forma que conhecemos, o primeiro verso estabelece a característica da água e da pedra, o segundo verso mostra a insistência da água e o resultado na pedra. Para esse efeito, a persistência da água compensa sua moleza, já a dureza da rocha se torna inútil pela passividade. O propósito com que se usa esse dito é recomendar a persistência na ação. Mas em que ação? Devemos persistir em esperar ou em agir? Em economizar ou investir? Em perdoar ou em corrigir? Em esquecer ou em lembrar?

A Palavra de Deus
“Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar” Lucas 18:1.

[V] Na Parábola da Viúva Persistente Jesus conta a história de uma mulher necessitada que insiste com um juiz iníquo para obter dele uma sentença para seu caso. O juiz finalmente a atende, apenas para se livrar da insistência da mulher. Jesus usa a história para dizer que Deus, verdadeiramente justo, não demorará a responder aos seus escolhidos quando clamam a ele. Então Jesus finaliza com uma pergunta retórica: “Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” Lucas 18:8.

[O] O objetivo de Jesus é ensinar em que se deve insistir. Mais do que o verso de abertura, a pergunta na conclusão aponta que a persistência em crer em Deus, confiar em sua justiça e amor, deve ser o objeto da persistência dos crentes. A oração será a atividade naturalmente resultante dessa fé que deve permanecer firme até quando o Filho do homem, Jesus, voltar.


[S] Ninguém duvida do valor da persistência. É uma virtude inquestionável. Contudo, você já pensou quanto mal resulta de persistir no erro? Precisamos persistir sim, mas em fazer a coisa certa, em crer na ação justa e amorosa de Deus e por isso orar. Comece orando agora para que Deus ajude você a identificar coisas em que você está insistindo, mas não pela fé. Ore também para que Deus lhe dê forças para persistir no que é certo e bom, nas coisas que devemos fazer pela fé. Proponha-se a ajudar pessoas que estão desanimando e desistindo. Ajude-as a colocar a fé em Deus e ele as atenderá.

4 de fev de 2017

Escolhendo melhor

04 de fevereiro

“Vale mais um pássaro na mão do que dois a voar.”

Compara-se o valor de cada pássaro na condição de estar sob posse ou não. Valoriza-se, então, mais o pássaro que possuímos do que dois que estejam fora de nossas mãos. Esse dito popular ensina a valorizar aquilo que possuímos individualmente em relação ao que pertence aos outros ou ao coletivo.  Também pode desestimular o risco do investimento na aquisição de mais do que se tem. Esse é o pensamento humano. O que Deus diz sobre isso?

A Palavra de Deus
“Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.” Filipenses 2:4

[V] É interessante que no capítulo 2 da Carta aos Filipenses, o apóstolo Paulo convida os crentes a buscarem mais do que já tinham nos bons relacionamentos que cultivavam na igreja. Ele mesmo está ambicionando mais, pelo que faz sua proposta dizendo: “...completem a minha alegria...” Fp 2:2. Para obterem maior recompensa emocional e espiritual em ser igreja, os Filipenses deveriam deixar o individualismo e o egoísmo dos interesses particulares para buscar o que era bom para os outros.

[O] Paulo, inspirado por Deus, chamou seus leitores a ambicionarem as coisas que Deus deseja dar, especialmente as bênçãos de viver como membros de um corpo social, jamais iludidos por uma sensação de individualismo. Ao desejar isso, é necessário abrir mão daquilo que nos convém, ou que é de nosso interesse pessoal, para buscar aquilo que é bom para todos.


[S] Certamente a Bíblia condena a ganância, e a considera como um tipo de idolatria. Porém, não há limites para desejarmos as coisas que Deus quer nos dar e o cumprimento de sua boa, perfeita e agradável vontade em nossa vida. Para isso, vale a pena abrir mão do pássaro que temos na mão, de nossos interesses e vantagens, para ir em busca de algo muito melhor e mais valioso, mesmo que ainda não o tenhamos. Pensando nisso, desvalorize agora os seus interesses particulares e comece a buscar aquilo que é bom para o Corpo de Cristo. No que se refere aos seus dons, talentos, bens, conhecimentos, à perspectiva de uma carreira, o que é melhor para o coletivo? Prefira isso!

3 de fev de 2017

Para descer ou subir

03 de fevereiro

“Para descer, todo santo ajuda.”

Este é mais um dito popular ligado à religiosidade brasileira e à crendice de que cada santo ou espírito a quem se faz petições com oferendas e promessas é especializado em um tipo de causa ou problema. Constata-se que descer, seja no sentido literal ou figurado, é tão mais fácil que não é necessário procurar uma ajuda específica, ou ainda, nenhuma ajuda é necessária. O dito pode ser aplicado para demonstrar descrença em qualquer tipo de ajuda sobrenatural, a dificuldade em obter ajuda para subir e ainda para desvalorizar o esforço de buscar ajuda em determinadas situações.

A Palavra de Deus
“...pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.” João 15:5-7

[V] Na noite em que Jesus seria traído, ele se preparava para deixar os discípulos e disse que eles não fariam coisa alguma sozinhos. Jesus disse que era como uma videira e os discípulos eram galhos ou ramos. Eram eles que apresentariam os frutos que Deus quer, mas somente fariam isso se estivessem devidamente ligados em Jesus, como parte dele. Se, por um lado, se desligassem de Jesus, secariam, morreriam, seriam juntados, lançados ao fogo e queimados. Por outro lado, se estivessem ligados em Jesus e as palavras de Jesus estivessem neles, pediriam o que quisessem e lhes seria concedido.

[O] O que Jesus queria dos discípulos, e João, quando relatou esse ensino, é que os ouvintes se concentrassem em uma plena ligação espiritual com Jesus, através da oração em nome dele e do conhecimento de seu ensino. Somente assim seriam capazes de realizar qualquer coisa a que se propusessem.

[S] O pensamento do mundo é que o ser humano pode fazer muitas coisas por si mesmo, e algumas parecem tão fáceis que a ajuda divina seria dispensável. A Palavra de Deus, pelo contrário, nos diz que, em qualquer coisa que desejemos fazer, dependemos completamente de Jesus. Obviamente, como ensinou Tiago, isso exclui o pecado:  “Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: ‘Estou sendo tentado por Deus’" Tg 1:13. Se no dito popular ‘descer’ representa a degradação dos pecadores, realmente o ser humano não precisa de ajuda descer assim. Porém, se você quer realizar algo bom em sua vida, deixe de lado toda a arrogância e coloque sua confiança somente em Jesus. Nós dependemos dele para todas as coisas.