18 de mai. de 2020

Pratique!

Sete exercícios espirituais decisivos para perseverar em tempos difíceis.
José Bernardo, AMME evangelizar.

Pratique!
No dia 18 de março, quanto anunciei a quarentena para nossa equipe, propus a dedicação à vocação missional como a prática que nos ajudaria a perseverar nessa tempestade e produzir. Nos dias seguintes, enfatizei mais seis práticas que também devemos observar. Agora, no 50º dia dessa reclusão, avalio e reafirmo esse exercício espiritual. Aqui está um resumo para ajudar você.

Pratique a dedicação
Em tempos de crise ficamos desorientados, perdemos o chão, não sabemos onde ir ou o que fazer. Veja como o apóstolo Paulo resolveu isso quando entrava em uma crise: “Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus” At 20:24. Diminua seu apego às coisas e à vida nesse mundo; quanto mais ligado, mais difícil será avançar. Aumente sua dedicação à missão bíblica de evangelizar; concentrando-se em um único propósito você saberá onde ir e o que fazer. Divida seu testemunho sobre Cristo, isso vai fortalecer sua vida espiritual e levar outros à salvação. Multiplique o Reino de Deus pela Graça, confie na boa disposição que ele tem em salvar.

27 de abr. de 2020

Para viver o grande amor!





Para viver o grande amor! Faça o download do PDF 'Um caminho mais excelente' - estudo bíblico indutivo de 1 Coríntios 13, ensaio exegético das 16 características do amor e o vídeo dessa exposição bíblica. Siga o link: <clique aqui>.

15 de abr. de 2020

Pratique a Bíblia!

José Bernardo

Vários teólogos brasileiros reforçaram recentemente seu pensamento sobre as Escrituras como revelação proposicional. Eles dizem que a Bíblia informa quem Deus é; portanto, a teologia teria a função de enumerar e divulgar as propostas de Deus sobre si mesmo. É uma reação a uma teologia intuitiva mais recente, que procura conhecer Deus a partir do relacionamento. A revelação não consistiria em informações sobre Deus, mas em sua manifestação para o relacionamento com as pessoas. Essa dialética entre o Deus que se revela e o homem que percebe sua revelação tem um resultado bastante particular, que oferece farto material para coaches e terapeutas do mercado religioso. O problema é que o resultado da teologia proposicional e uma dogmática estéril; as pessoas sabem tudo sobre Deus e ponto final. Já a teologia pessoal ou relacional gera duvidosas interpretações particulares, sem fundamento que não a experiência pessoal, egocêntrica, de pessoas contaminadas pelo pecado.

Essas teologias são resultado de seu tempo. A teologia proposicional depende do modernismo ocidental e seu esforço para retomar o pensamento clássico. Ela é racional, dedutiva e sistêmica pela expectativa da verdade coerente. Se uma doutrina pode ser harmonizada racionalmente às outras, torna-se um dogma. Já a pós-modernidade, perdendo a razão e abraçando as sensações, defende uma verdade correspondente, em que cada nova ideia é aferida pelas experiências pessoais anteriores; a verdade é aquilo que cada pessoa sente ser verdadeiro. Tal mobilidade, do objetivismo para o subjetivismo, parece ser causada pelo estresse do modelo racional em uma sociedade de crescentes diversidades. Conviver com pessoas de variados sistemas coerentes de crenças, sob a mediação dos políticos e a pressão para a tolerância, inviabiliza a teologia proposicional. As novas gerações não se dispõem a contender por dogmas, então o valor proposicional é diminuído. Nesse cenário, a teologia relacional surge como substituto irresistível.

Sim, a Palavra de Deus possibilita tanto o conhecimento de Deus como o relacionamento com ele. Além disso, o Paulo comunicou: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” 2Tm 3:15,17. Mais do que comunicar Deus ou sobre Deus, a Bíblia comunica a vontade dele, gr. theléma, seu propósito. Isso fundamenta uma teologia proposital, prática, funcional, em que as Escrituras são estudadas para saber o que Deus quer que façamos, onde quer que cheguemos. Para que se cumpram as Escrituras, expressão preferida por Jesus, será o nosso modo de viver a fé, sem a esterilidade do dogmatismo proposional ou os delírios do subjetivismo relacional. Então, repetirei o que ensino há 30 anos: A Bíblia é suficiente. Pratique a Bíblia!
.....................................

José Bernardo, é fundador e presidente da Agência Missionária de Mobilização Evangelística – AMME, do Instituto Sonho Infantil e vice-presidente do ministério internacional OneHope.

11 de abr. de 2020

Administração Ministerial

Em tempos difíceis

Administrar, tem origem no latim e significa literalmente 'ser o menor em' ou 'a', portanto, servir em uma função ou a um grupo. A administração mundana não cumpre esse ideal e Jesus enfatizou isso dizendo: “... aqueles que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês” Mc 10:42,43. Uma administração falsa, ilusória, incapaz, é um problema em qualquer época, e será intolerável em uma crise. Em tempos de aperto é quando mais precisamos de uma administração verdadeira, realista e perfeitamente competente. Enquanto penso na administração dos ministérios de que eu mesmo participo, quero encontrar e compartilhar recursos para permitam realizar uma análise da qualidade de administração ministerial; por isso escrevi esse breve ensaio.

The Storm on the Sea of Galilee by Rembrandt, 1632.

29 de mar. de 2020

De nada terei falta

Exposição bíblica do salmo 23

1 O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta. 2 Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranquilas;
3 restaura-me o vigor. Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome. 4 Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem.
5 Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice.
6 Sei que a bondade e a fidelidade me acompanharão todos os dias da minha vida, e voltarei à casa do Senhor enquanto eu viver.



Esse é o meu 11º dia em quarentena e muitas pessoas estão confinadas há mais tempo. São dias que não esperava viver. Enquanto me esforço para cumprir minha missão, mesmo em casa, me assustam os disparates que ouço ou leio, de todos os lados, de diferentes pessoas, e de diversas formas. Vejo que a COVID-19 nos surpreendeu em um individualismo extremo. Cada um diz o que pensa, mas isso não lhes serve de âncora, são arrastados pelas mentiras que produzem tentando guiar a si mesmos. Por isso, quase desisto de falar. A desconexão relacional é um problema muito maior do que essa suspeita pandemia. Infelizmente, mesmo a Igreja é severamente afetada por ela. Os crentes minimizaram a separação sob o falso conceito de que cada um é a Igreja. E esse é apenas um exemplo do engano a que vamos isolados.

Desde ontem, porém, tenho ouvido uma Palavra de Deus, e agora quero compartilhá-la com você. Não é o que eu penso, nem o que algum intelectual acha; certamente não é algo que a televisão noticiará. Essa é a exposição de um texto bíblico inspirado por Deus. Se você o ouvir, encontrará um caminho firme e direto para a sua vida, mesmo nesses dias de tanta incerteza.

23 de mar. de 2020

Por que viveremos?

Carta aberta.

Aos Ceifeiros, nossos intercessores, mantenedores e voluntários, à Igreja Brasileira, paz e alegria de nosso Senhor Jesus Cristo sejam com vocês. Oro para que estejam firmes na fé e guardados sob a poderosa mão do Senhor.

Enquanto escrevo a vocês, a pandemia da COVID-19 avança impiedosamente. Sobre isso, quero animar-lhes a que não se deixem intimidar. Não tenham medo do que o mundo teme e lembrem que Jesus Cristo é o Senhor. O medo leva muitos ao erro. A covardia é chamada de prudência; a falta de fé é tomada por ciência; a esperança se perde nos poderosos; nós, porém, se estamos em Cristo, devemos ter discernimento e permanecer inabaláveis.

Sobre isso, propus à nossa equipe o exemplo do apóstolo Paulo quando marchava para Jerusalém impelido pelo Espírito Santo, sabendo que prisões e sofrimentos o aguardavam: “Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus” At 20:24. Imitando a Cristo, Paulo decidiu em função de sua missão. Isso estabelece um princípio bíblico que desejo seguir e exorto a quem me ouve a fazer o mesmo.

Ir ou não ir, fazer ou não fazer, falar ou não falar... enquanto muitos tentam decidir essas coisas olhando para a feiura do Coronavírus, nós devemos tomar decisões com os olhos fixos na divina missão e ministério confiados a nós. Nossa missão bíblica é exclusivamente comunicar o Evangelho. Se o valor de nossa vida é determinado pelo cumprimento dessa missão, não teremos dúvida ao tomar cada decisão nesse cenário escatológico. É por isso que nos concentramos em continuar ajudando as igrejas evangélicas brasileiras a cumprir sua missão bíblica de evangelizar todo o mundo, mesmo na presente situação.

Saibam que, o quanto possível, continuaremos vivos e saudáveis para que nossa missão divina se realize. Convido vocês a fazerem o mesmo. Nossa vida não terá valor se não cumprirmos a vontade de Deus. Portanto, irmãos, continuemos a viver, orando, contribuindo e trabalhando juntos para que cada criança, adolescente e jovem em cada país do mundo, receba uma apresentação relevante do Evangelho, mesmo sob a ameaça da COVID-19. Se fizermos assim, o Senhor Jesus estará conosco todos os dias até o fim dos tempos!

Seu para cumprirmos a missão divina,

José Bernardo
AMME evangelizar

Why we'll live?

Open letter.
To the Harvesters, our intercessors, donors and volunteers, to the Brazilian Church, peace and joy of our Lord Jesus Christ be with you. I pray that you are firm in the faith and kept under the mighty hand of the Lord.

As I write to you, the COVID-19 pandemic is advancing mercilessly. About this, I want to encourage you not to be intimidated. Do not be afraid of what the world fears and remember that Jesus Christ is the Lord. Fear leads many to error. Cowardice is called prudence; lack of faith is taken for science; hope is lost in powerful men; but we, if we are in Christ, must be discerning and remain unshakable.

About this, I proposed to our team the example of the apostle Paul when he marched to Jerusalem driven by the Holy Spirit, knowing that prisons and sufferings awaited him: “However, I consider my life worth nothing to me; my only aim is to finish the race and complete the task the Lord Jesus has given me—the task of testifying to the good news of God’s grace” Ac 20:24. Imitating Christ, Paul decided according to his mission. This establishes a biblical principle that I wish to follow, and I urge anyone who hears me to do the same.

To go or not to go, to do or not to do, to speak or not to speak ... while many try to make decisions by looking at the ugliness of the Coronavirus, we must make decisions with our eyes fixed on the divine mission and ministry entrusted to us. Our biblical mission is exclusively to communicate the Gospel. If the value of our life is determined by the fulfillment of this mission, we will have no doubt when making each decision in this eschatological scenario. That is why we focus on continuing to give God’s Word to every child, even in the present situation.

We want you to know that, as much as possible, we will remain alive and healthy so that our divine mission can be accomplished. I invite you to do the same. Our life will have no value if we do not fulfill God's will. Therefore, brothers, let us continue to live, pray, contribute and work together so that each child, adolescent and young person in each country of the world, receives a relevant presentation of the Gospel, even under the threat of COVID-19. If we do this, the Lord Jesus will be with us every day, giving us his strength until the end of time!

Yours to fulfill the divine mission,

José Bernardo

19 de mar. de 2020

O Senhor permaneceu ao meu lado

José Bernardo.

Há um sintoma do Coronavirus (COVID-19) mais destrutivo do que qualquer outro: a perda da visão. Não me refiro à visão física, mas ao propósito da existência, à missão da pessoa e das organizações. Assisti ao vídeo de um deputado português convidando seus pares a esquecerem-se de qualquer outra coisa para se concentrar apenas no combate ao vírus e salvar vidas. Ele foi muito aplaudido, mas qualquer proposta assim, embora pareça muito justa, pode conduzir a um mal ainda maior. O medo é útil para concentrar nosso esforço na saída de uma situação extrema, contudo, ao limitar nossa referência ao perigo que enfrentamos, nos desvia do propósito em que devemos perseverar. Fugindo de uma ameaça, entramos em um desvio angular e, quanto mais nos esforçamos, mais perdidos ficamos. O resultado é quase sempre desastroso. Não é razoável correr olhando para trás. Não há solução dentro do problema.

Sempre mostro aos mais jovens como a Palavra de Deus aponta para a santificação ao invés do pecado: “A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz” Rm 8:6. Esse é um princípio que devemos aplicar em todas as áreas de nossa vida, inclusive ao lidar com uma situação como a pandemia do Coronavírus. O apóstolo Paulo viveu assim e na extrema situação de uma morte iminente, sentindo-se evaporar no altar do sacrifício, escreveu: “Mas o Senhor permaneceu ao meu lado e me deu forças, para que por mim a mensagem fosse plenamente proclamada e todos os gentios a ouvissem. E eu fui libertado da boca do leão” 2Tm 4:17. Se quisermos imitá-lo, primeiro devemos saber qual é a missão para a qual Deus nos vocacionou e, então, encontrar no Senhor, que está conosco até o fim dos tempos, a habilidade necessária para cumpri-la.

Em algum momento de minha vida já pensei que eu ou os ministérios que lidero deveríamos existir para existir. Confesso que estava errado. Devemos existir para a missão à qual fomos vocacionados. Tentar sobrepor nossa existência à soberana vontade de Deus é idolatria. O nosso inimigo anda ao redor como leão, querendo nos devorar. Somente somos livres de sua boca quando cumprimos a missão que o Senhor nos deu. Quando tentamos salvar nossa própria vida, porém, nós a perdemos. Portanto, a questão urgente nesse momento, não é ‘o que faremos para ficar livres do COVID-19’, mas ‘como podemos cumprir nossa missão divina apesar dessa pandemia’. Se quisermos cumprir nossa missão, o Senhor estará ao nosso lado dando-nos a dunamis necessária para vivermos produzindo muito resultado. Cumprindo o propósito de nossa vocação, estaremos livres da boca do leão que tenta, pelo terror, nos precipitar à inutilidade da idolatria e à soberba da autopreservação.

The Lord stood at my side

José Bernardo.

There is a symptom of Coronavirus (COVID-19) that is more destructive than any other: loss of vision. I am not referring to physical sight, but to the purpose of existence, the mission of a person or organization. I watched a video of a Portuguese deputy inviting his peers to forget about anything else to focus only on fighting the virus and saving lives. He was widely applauded, but any proposal like this, although it seems very fair, can lead to even greater harm. Fear is useful to focus our effort on getting out of an extreme situation, however, by limiting our reference to the danger we face, it deviates from the purpose in which we must persevere. Fleeing from a threat without a greater purpose than self-preservation, we enter an angular deviation and the more we try, the more lost we become. The result is almost always disastrous. It is not reasonable to run looking back. There is no solution within the problem.

I always show young people how the Word of God points rather to holiness instead of sinfulness: “The mind governed by the flesh is death, but the mind governed by the Spirit is life and peace” Rom 8:6. This is a principle that we must apply in all areas of our lives, including when dealing with a situation such as the Coronavirus pandemic. The apostle Paul lived by this principle and in the extreme situation of imminent death, feeling himself evaporating at the altar of sacrifice, he wrote: “But the Lord stood at my side and gave me strength, so that through me the message might be fully proclaimed and all the Gentiles might hear it. And I was delivered from the lion’s mouth” 2 Tim 4:17. If we want to imitate him, we must first know what is the mission for which God has called us, and then find in the Lord, who is with us until the end of time, the necessary ability to fulfill it.

At some point in my life, I thought that I or the ministries I lead should exist to exist. I confess it was wrong. We must exist for the mission to which we were called. Trying to superimpose our existence on God's sovereign will is idolatry. Our enemy walks around like a lion, wanting to devour us. We are only free from his mouth when we fulfill the mission that the Lord has given us. When we try to save our own lives, however, we lose it. Therefore, the urgent question at this point, is not ‘what will we do to get rid of COVID-19’, but ‘how can we fulfill our divine mission despite this pandemic’. If we want to fulfill our mission, the Lord will be at our side giving us the necessary dunamis to live producing a lot of results. Fulfilling the purpose of our vocation, we will be free from the mouth of a like-a-lion that tries, through terror, to precipitate us into uselessness of idolatry and the pride in self-preservation.

7 de mar. de 2020

A liderança de Jesus

José Bernardo.

Muitos autores demonstraram a diferença entre o pensamento oriental e ocidental, particularmente no que se refere à liderança. Pessoalmente, eu diria que o ocidente lidera por objetivos, apontando prioritariamente aquilo que deve ser alcançado e desenvolvendo as estratégias para fazê-lo. A meu ver, a liderança oriental está mais relacionada com propósitos, princípios, com a razão da existência e o cumprimento ou completação dela. Uma liderança assim procura a plenitude da vida. Quando comparados com os norte-americanos, se isentos da influência deles, os líderes brasileiros tendem a buscar mais os propósitos do que os objetivos, mais o ‘por que’ fazer algo do que simplesmente ‘o que’ fazer. Essa postura é a razão de nossa liderança ser considerada menos eficiente quando analisada de uma perspectiva ocidental. Ela é menos objetiva, menos numérica, é mais complexa e mais difícil de explicar. Enquanto nossos colegas definem processos e procedimentos, debatemos a razão da vida.

Se Jesus fosse um líder ocidental, ele teria feito um plano trienal para seu ministério, estabelecido um determinado número de pessoas a alcançar com a mensagem do Evangelho, organizado uma lista de contatos nas cidades que visitaria, desenvolvido um produto a ser apresentado, contratado especialista por um processo seletivo objetivo e acompanhado a execução do plano com um gráfico PERT e indicadores de resultado. Mas o que vemos, depois do primeiro sucesso em Cafarnaum, é Jesus se recolhendo a um lugar ermo e orando até esclarecer por que ele havia vindo. Só então voltou à ação. Vamos encontrar essa mesma atitude ao longo dos anos seguintes, frequentemente iluminada pela frase ‘para que se cumpram as Escrituras’. Ao final de seu ministério, Jesus não apresentou um relatório de resultados, não enumerou cidades que visitou ou pessoas a quem pregou, ele disse: ‘está consumado’, usando o verbo gr. teleó, que indica completação.

A forma verbal da grande comissão sugere que nossa liderança deve se concentrar no propósito, igualmente. Conforme Marcos, ‘Ide e pregai’ são vasados no aoristo, tempo verbal que valoriza a ação pura sem definir sua duração ou término: algo como ‘indo, preguem’. Não é um imperativo objetivo como o pensamento ocidental desejaria ouvir; define um princípio, um modo de ação a ser observado. A liderança no cumprimento da missão, portanto, não se pode simplificar na aquisição de quantidades, deve buscar a definição de princípios de ação e a modificação de comportamentos. Desse modo, muito semelhante a Jesus, Paulo não chegou ao final de seu ministério relacionando quantas igrejas fundou ou quantos membros havia em cada uma; ele disse: ‘combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé’. Mas, entre dois mundos, entre a prioridade de propósitos ou de objetivos, sempre corremos sempre o risco de nunca nos realizarmos.
..................
Este ensaio pertence à série 'Eksucia' do treinamento de obreiros 'Fortalecer - Projeto 72' da AMME evangelizar, que estabelece o poder do caráter como a negação do próprio eu e a encarnação do caráter de Cristo. Aqui defende-se a negação dos objetivos pessoais para a realização dos propósitos divinos.